Agasalhos, blazers e calças subiram mais nos últimos 12 meses do que em igual período anterior, segundo a Fundação Getúlio Vargas

Os preços das roupas de inverno - agasalhos, blazers e calças - subiram mais nos últimos 12 meses do que em igual período anterior, de acordo com levantamento da Fundação Getúlio Vargas (FGV). Enquanto de 22 de junho de 2008 a 22 de maio de 2009 o preço desse tipo de roupa aumentou 2,63%, de 22 de junho de 2009 a 22 de maio deste ano a alta foi de 5,27%, em média. A boa notícia é que esses reajustes têm ficado um pouco abaixo da inflação geral (medida pelo ¿?ndice de Preços ao Consumidor, o IPC), que acumulou 5,47% nos últimos 12 meses. "Os produtos vêm ficando mais caros, mas ainda perdem para a inflação geral. Com o aumento do poder de compra dos consumidores, eles pressionam menos o orçamento", diz André Braz, economista da FGV.

De acordo com a Fundação Getúlio Vargas, o preço das roupas de inverno será 5,27% mais cara este ano
AE
De acordo com a Fundação Getúlio Vargas, o preço das roupas de inverno será 5,27% mais cara este ano
Os especialistas creditam o aumento menor à grande concorrência no setor de vestuário, bem como o dólar mais baixo, que favorece a importação de peças de outros países, que chegam custando menos. A expectativa para todo o ano de 2010 é que, por conta da demanda aquecida das roupas, os preços desses produtos acompanhem a inflação, que deve chegar a 6%.

Na comparação por itens isolados, porém, alguns subiram bem mais do que a inflação, como no caso do terno masculino, que aumentou 12,51% nos últimos 12 meses, seguido pelo blazer masculino, que ficou 10,08% mais caro no mesmo período. Essas variações podem ser explicadas pelo encarecimento de algumas matérias-primas, como algodão e fibras sintéticas. "O preço do algodão subiu 50% nos últimos 12 meses. Já o das fibras acompanha o aumento do petróleo", diz Fernando Pimentel, diretor superintendente da Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção.

Neste ano, o comércio estima que as vendas irão crescer 9% em maio e junho nos shoppings, impulsionadas pelo vestuário de inverno.

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