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SÃO PAULO - O mercado de telecomunicações continua pressionando a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) para a publicação da regulamentação sobre as operadoras móveis com redes virtuais (MVNO, na sigla em inglês). A Algar Telecom Brasil, por exemplo, espera ansiosamente pelas novas regras para poder ampliar sua área de atuação e atender a toda a demanda de seus clientes.

SÃO PAULO - O mercado de telecomunicações continua pressionando a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) para a publicação da regulamentação sobre as operadoras móveis com redes virtuais (MVNO, na sigla em inglês). A Algar Telecom Brasil, por exemplo, espera ansiosamente pelas novas regras para poder ampliar sua área de atuação e atender a toda a demanda de seus clientes. Focada no mercado corporativo, a companhia planeja investir R$ 1 bilhão nos próximos cinco anos para trocar toda a sua rede NGN (next generation networks), focada na transmissão de dados para o sistema de protocolo por internet (IP). No entanto, apesar dos investimentos pesados, a empresa não consegue atender a todos os seus clientes, já que muitos necessitam de um pacote de telecomunicações que inclua telefonia celular, cuja atuação é vedada à empresa. "A questão do complemento de nichos também precisa ser regulamentada. Eu atendo o mercado corporativo com internet, links dedicados, voz e às vezes me falta o celular, só para complemento. O cliente pede às vezes um pacote completo. Se eu fosse um MVNO, eu poderia especificamente para aquele cliente oferecer um pacote com celular", disse o diretor-presidente da Algar, Divino Sebastião. Além disso, a entrada em novos mercados também seria do interesse do consumidor, de acordo com o diretor-presidente, pois reduziria os preços. Para ele, a regulamentação do MVNO proporcionaria aos interessados em operar uma rede virtual a possibilidade de redução de custos. "Se eu tiver a possibilidade de operar em uma cidade próxima a onde já atuo, por exemplo, é mais barato comprar pacotes ou volumes de telecomunicações do que instalar uma torre própria minha e o preço seria reduzido para o consumidor final", disse Sebastião. Caso as operadoras virtuais sejam regulamentadas, não precisarão ter rede física. Será possível utilizar a rede já existente de uma outra operadora, pagando uma espécie de aluguel pelo serviço. No Brasil, a expectativa é de que o serviço seja ainda mais amplo e inclua a possibilidade de que grandes grupos empresariais comprem um pacote de minutos, por exemplo, e vendam o próprio cartão no mercado. (Juliana Ennes | Valor)

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