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Em dois meses, publicitários lançam site e vendem para o BuscaPé

Empresários aproveitam onda de compras coletivas e criam plataforma agregadora de ofertas, que hoje divulga opções de 39 portais

Marina Gazzoni, iG São Paulo |

Os publicitários Guilherme Wroclawski e Heitor Chaves, de 27 e 25 anos, estão entre os novos empreendedores da internet. Eles conseguiram desenvolver uma ideia, montar uma empresa, chamar a atenção do mercado e vender suas ações para um grande grupo empresarial em poucos meses. Fundadores do site ZipMe, um agregador de ofertas de portais de compras coletivas que entrou no ar em julho deste ano, eles venderam 75% da empresa para o BuscaPé em setembro. O valor do negócio não foi revelado.

Assim que o acordo foi assinado, eles passaram a integrar a equipe do BuscaPé. Meses antes, eles estavam desempregados. Os jovens empresários deixaram seus empregos em agências de publicidade em fevereiro para se dedicar a pesquisar novos empreendimentos para a internet.

Guilherme Lara Campos/Fotoarena
Heitor Chaves (à esquerda) e Guilherme Wroclawski, fundadores do site ZipMe, vendido ao BuscaPé

A primeira ideia foi lançar um site de compras coletivas, sistema que oferece descontos aos internautas e possibilidade aos varejistas uma venda em grande escala de produtos que vão de refeições em restaurantes, atendimentos em salões de beleza a cursos de finanças pessoais. Enquanto estudavam o negócio, os publicitários viram surgir sete sites de compras coletivas em um mês. “Foi aí que tivemos a sacada que era melhor não concorrer com eles, mas agregar suas ofertas”, afirma Wroclawski.

De março para cá, esses sites de compras se multiplicaram. Hoje, há cerca de 60 portais com essa proposta no Brasil. A estratégia do ZipMe é facilitar a consulta dessas ofertas pelos consumidores que caçam promoções na internet. Em vez entrar em cada um dos sites ou receber as ofertas por e-mail, eles podem consultar os produtos disponíveis em um único endereço. Para os sites, principalmente os novatos, o ZipMe é um canal de divulgação ao comprador. Com três meses de vida, o portal traz diariamente 115 ofertas, de 39 sites em 25 cidades. Em setembro, uma média de 60 mil visitantes por dia acessava o site. Agora, o número já subiu para 100 mil.

Novo sócio

Guilherme Lara Campos/Fotoarena
Romero Rodrigues, fundador e presidente do BuscaPé
O negócio atraiu a atenção do BuscaPé. “Já olhávamos com carinho para a área de compra coletiva e procurávamos formas para entrar nesse negócio”, afirma o presidente da companhia, Romero Rodrigues. A sinergia do agregador de promoções com a proposta do BuscaPé, que agrupa produtos do varejo online, justificou a aquisição.

Se, de um lado, o ZipMe conseguiu audiência, adesão de sites de compras coletivas e entrar para o grupo BuscaPé, de outro, ainda não conseguiu gerar receita. Hoje, os sites não pagam nada para anunciar suas ofertas no portal.

O BuscaPé tem um plano para resolver isso. A empresa vai esperar a plataforma atingir uma meta (não revelada) de audiência para passar a aplicar o modelo de pagamento por clique ou por venda, usado pelo próprio BuscaPé. Assim, os sites de compras coletivas terão que pagar pela receita ou audiência gerada pelo portal.

Sinergias

O BuscaPé anunciou um investimento de R$ 5 milhões no portal para implementar melhorias e novas funcionalidades ao sistema. A primeira mudança foi de nome: de ZipMe para SaveMe. A marca foi escolhida porque traz o conceito de economia e praticidade.

O novo acionista também estuda sinergias entre as duas plataformas. Uma das possibilidades é criar sistemas que permitam aos clientes que comprarem produtos dos anunciantes do BuscaPé ganhar cupons de desconto dos sites de compras coletivas, por exemplo. Ainda não há uma previsão de que mudanças serão implementadas, nem quando.

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