Na época, multinacional francesa contabilizou prejuízos com a sua mal-sucedida entrada no segmento de supermercados no País

Não é a primeira vez que o Carrefour é forçado a registrar perdas contábeis no Brasil. Em 2005, a multinacional francesa reconheceu um prejuízo de 196 milhões de euros, ou o equivalente a R$ 453 milhões pela taxa de câmbio atual. Mas, neste caso, as perdas vieram da mal-sucedida entrada do grupo no segmento de supermercados no mercado brasileiro.

Neste ano, a multinacional francesa foi obrigada a lançar em seu balanço um prejuízo extraordinário de R$ 420 milhões ( 180 milhões de euros) depois de verificar que algumas receitas vinham sendo contabilizadas de forma antecipada e em desacordo com as regras estabelecidas.

Em meados dos anos 2000, a multinacional havia comprado várias redes regionais de supermercados em Minas Gerais, Rio de Janeiro e São Paulo e havia convertido essas lojas para a bandeira Champion, que deixou de existir depois, em razão dos fracos resultados obtidos e os inúmeros problemas de gestão enfrentados na integração dos negócios. 

Em 2005, o Carrefour fechou ou entregou de volta aos antigos donos 26 supermercados no Brasil. O restante dos pontos de venda, ou 34 unidades, foi convertido para a marca Carrefour, que ganhou a assinatura Carrefour Bairro.

Segundo uma fonte consultada pelo iG e que conhece as operações do grupo no Brasil, até hoje o Carrefour não acertou completamente a fórmula em supermercados: o desempenho das lojas Carrefour Bairro ainda deixa a desejar para os olhos da matriz. O seu mais bem-sucedido negócio no País é o Atacadão, rede de atacarejo comprada em 2007, e que hoje é o vetor de crescimento da multinacional.

Se somadas as duas perdas extraordinárias, a operação brasileira acumula um prejuízo próximo a R$ 900 milhões em cinco anos. 

Em 2009, o Carrefour faturou R$ 25,6 bilhões no Brasil, onde possui cerca de 620 lojas.


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