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Due diligence para fusão entre TAM e LAN deve durar até seis semanas

Atualização das demonstrações financeiras das duas empresas deve facilitar o processo

Valor Online |

Auditores independentes e advogados da TAM e da chilena LAN já deram início aos trabalhos de diligência relacionados ao plano de fusão das companhias aéreas nos próximos seis a nove meses.
De acordo com o presidente da TAM S/A, Marco Antonio Bologna, a etapa de due diligence - que consiste na análise detalhada dos documentos das empresas envolvidas - deverá levar entre quatro e seis semanas.

Para o executivo, o fato de as empresas estarem com as demonstrações financeiras atualizadas - já tendo divulgado os balanços do segundo trimestre - tende a facilitar o processo. A fusão ainda depende da aprovação de acionistas e autoridades reguladoras, mas o grupo já está tomando as iniciativas direcionadas a tornar o negócio viável, como a criação de um comitê de gerenciamento de integração, assessorado pelas consultorias Bain & Company e McKinsey.

"O trabalho vai levantar todos os pontos (da união)", disse Bologna durante a apresentação do plano de fusão em evento em São Paulo com analistas e investidores organizado pela Apimec, pouco antes de partir para Brasília para expor o projeto ao ministro da Defesa, Nelson Jobim.

Também presente ao evento, Líbano Barroso, presidente da TAM Linhas Aéreas, disse que uma questão fiscal pesou na escolha de Santiago como a sede da futura Latam, nome da empresa resultante da união das aéreas. Isso porque o custo tributário para o investidor transferir os rendimentos do Chile ao Brasil é inferior em relação ao do caminho inverso.

Cabe lembrar que, se aprovada a fusão, a TAM terá o capital fechado na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), com seus papéis permutados por recibos de ações (BDRs) da Latam, que também serão negociados na Bovespa.

No âmbito da governança, a nova companhia aérea terá quatro comitês de assesoramento: auditoria e finanças; estratégia; liderança e recursos humanos; e, por fim, produtos. Bologna assinalou que a TAM S/A, controladora da companhia aérea, seguirá com um conselho de administração, mas os votos serão coordenados com os acionistas da Latam nas questões operacionais e estratégicas, com vista ao sucesso do plano da companhia de capturar sinergias operacionais de US$ 400 milhões. "Haverá um acordo de acionistas sobre como será o voto na TAM", disse o executivo.

Nesse ponto, é importante lembrar que as famílias Amaro, dona da aérea brasileira, e Cueto, controladora da LAN, terão voto único no conselho da Latam, onde duas cadeiras serão destinadas para cada parte. No caso de uma mudança na legislação brasileira que permita a participação superior a 20% de estrangeiros em companhias aéreas, a Latam vai elevar sua fatia no capital votante da TAM. Segundo Bologna, esse movimento é necessário para simplificar a estrutura de controle da companhia. Mesmo com a fusão, a família Amaro manterá 80% das ações com direito a voto na companhia brasileira, em linha com as regras do setor aéreo.

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