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Segundo presidente da TAM, Líbano Barroso, empresa quer criar hub no Nordeste e em Lima para voos internacionais

Os passageiros da TAM terão uma malha de voos ampliada, facilidades para fazer conexões na América Latina e maior cobertura do programa de milhagem da companhia aérea, o Multiplus. Esse foi o resumo do presidente da TAM, Líbano Barroso, sobre as mudanças no serviço da companhia que serão viabilizadas pela fusão com a chilena Lan, que formará uma nova companhia, a Latam.

Assim que as operações se juntarem, a Latam estuda a criação de novas rotas, alimentadas por passageiros de toda a América do Sul, de acordo com Barroso. Até lá, as empresas vão operar separadamente.

Para isso, a empresa pretende criar hubs (aeroportos que funcionam como pontos de conexão) em Lima e em alguma capital do Nordeste brasileiro para oferecer voos para a costa oeste dos Estados Unidos e para a Europa, respectivamente.

“O hub no Nordeste vai contornar a saturação dos aeroportos de São Paulo”, afirma Barroso. Segundo ele, a TAM já estudou a oferta de voos para a Califórnia, porém, conclui que uma rota direta a partir do Brasil não é viável. A Lan já opera uma linha até a Califórnia a partir de Lima. “Com a Latam, poderemos, por exemplo, oferecer um voo para a Califórnia com escala em Lima. São possibilidades que começam a se abrir”, disse.

Frota

Para operar as novas rotas, os executivos da nova companhia aérea já estimam a necessidade de encomendar mais aeronaves. TAM e LAN possuem, juntas, 241 aviões em operação e 210 pedidos em carteira. Eles ressaltam, no entanto, que compras conjuntas só serão negociadas após a aprovação do negócio pelos órgãos reguladores do Brasil e do Chile.

A frota da TAM e LAN é formada, principalmente, por aeronaves da Airbus. As empresas chegaram a firmar, em 1997, uma compra conjunta de 200 aviões da fabricante europeia, da qual a mexicana Taca também participou.

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