Burger King disputa com McDonald’s mercado de US$ 178 bi nos EUA

Para se dar bem, a expectativa é de que os novos controladores da rede adotem o modelo de gestão baseado na meritocracia

iG São Paulo | 03/09/2010 05:55

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Foto: Getty Images

Rede americana foi arrematada por US$ 4 bilhões

Desde que a 3G Capital acertou a aquisição do Burger King por US$ 4 bilhões, a expectativa é de que os novos controladores, os investidores brasileiros Jorge Paulo Lemann, Marcel Telles e Carlos Alberto Sicupira, adotem na segunda maior rede de fast food do mundo o modelo de gestão baseado na meritocracia usado nas empresas do grupo, como a Anheuser-Bush Inbev, as Lojas Americanas e a América Latina Logística (ALL). Com fama de bons gestores, eles conseguem alcançar resultados rapidamente combinando estratégias de negócios como redução de custos, estabelecimento de metas e bônus variados para seus funcionários. A medida teria como objetivo dar uma injeção de ânimo no Burger King, que no final de agosto anunciou lucro líquido de US$ 49 milhões no quarto trimestre, encerrado no final de junho. É uma queda de 17% em relação ao mesmo período do ano anterior.

Fundado em 1954 em Miami, Flórida, por by James McLamore e David Edgerton, o Burger King tem sofrido com uma sucessão de controladores. Treze anos e 275 restaurantes depois da fundação, a empresa foi vendida para a companhia do ramo de alimentação Pillsbury. De lá para cá, a rede de fast food já passou pelas mãos da fabricante de bebidas Diageo e depois por um grupo de investidores formado pela TPG Capital, a Bain Capital Partners e o Goldman Sachs Funds. Há quatro anos, o Burger King arrecadou US$ 335 milhões em uma oferta inicial de ações e foi avaliado em US$ 2,25 bilhões. Desde então, as ações estão estáveis. Entre as novidades trazidas pela rede está o drive thru, logo adotado por todos os concorrentes. Hoje, tem 12 mil lojas e 41 mil funcionários espalhados por 76 países. No ano fiscal encerrado em junho de 2009, o Burger King faturou US$ 2,5 bilhões e teve lucro líquido de US$ 200 milhões.

A situação do McDonald’s é a oposta. Primeiro colocado com folga no mercado de fast food, a empresa faturou US$ 22,7 bilhões em 2009 e teve lucro líquido de US$ 4,5 bilhões. Nos últimos anos, viu o valor de suas ações dobrar. A história do McDonald’s teve início em 1955, quando o vendedor de máquinas de milkshake Ray Kroc quis conhecer o restaurante criados pelos irmãos Richard e Maurice McDonald em 1937. O menu era simples: hambúrguer, batata frita, refrigerante, milkshake e torta de maçã. Com a certeza de que a fórmula seria um sucesso, Kroc sugeriu que eles abrissem franquia em todo o país. O primeiro restaurante de Kroc foi aberto em Des Plaines, perto de Chicago. Foi um sucesso. Hoje, o McDonald’s tem mais de 31 mil lojas e 400 mil funcionários em todo o mundo e tem como carro chefe o sanduíche Big Mac.

O mercado

O mercado de fast food movimenta centenas de bilhões de dólares. Nos Estados Unidos, quase quatro milhões de pessoas trabalham nessa indústria americana e geram uma receita de US$ 178 bilhões (o equivalente a R$ 310 bilhões, segundo a cotação atual do dólar), equivalente ao Produto Interno Bruto (PIB) do Estado do Rio de Janeiro. A cultura americana de restaurantes que servem comida com rapidez e a preços relativamente baixos se espalhou pelo mundo. No Brasil, estudo da Associação Brasileira de Franquias (ABF) aponta que existem 41 cadeias de fast food que, juntas, somam 5,3 mil lojas e faturaram R$ 11,9 bilhões no ano passado.

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    3 Comentários |

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    • DAN | 03/09/2010 11:45

      Me contrata que eu vou mostrar para vocês o que mudar e como mudar.
      Atendimento péssimo, funcionários sem treinamento e sem padrão de atendimento, desorganização do atendimento e nas filas, lanches mau montados e sem capricho, site desatualizado, falta de propaganda nos veículos de massa, jornal revista televisão, poucas promoções e franquias muito caras. Peca nos detalhes, aliás o lanche novo de cheddar é estranho, o cheddar de baixa qualidade quando está quente fica aguádo, todo mundo compara com o cheddar do Ronaldo MC, queimou mais ainda a marca.

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    • JARBAS | 03/09/2010 10:50

      Isso aee Brasileros!!!

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    • Chico | 03/09/2010 08:38

      Comprar é uma coisa, administrar é outra, ai vem o "jeitinho brasileiro", a carne de segunda, o pão idem, o queijo etc... E daqui uns anos o BurgerKing vira o Burgertrash.

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