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Em campanha salarial, os bancários se preparam para votar proposta de greve nacional por tempo indeterminado a partir da próxima quarta-feira

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Em campanha salarial, os bancários se preparam para votar proposta de greve nacional por tempo indeterminado a partir da próxima quarta-feira. A mobilização dos trabalhadores é em resposta à proposta apresentada ontem pela Federação Nacional de Bancos (Fenaban), que prevê apenas a reposição da inflação dos últimos 12 meses, que é de 4,29%, segundo o INPC. A categoria quer reajuste de 11%, além de outras reivindicações. "O que os bancos estão fazendo é uma provocação", disse o presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), Carlos Cordeiro. "Com isso, eles demonstram não apostar no diálogo, e sim na greve". Cordeiro argumentou que a economia está crescendo como nunca e o lucro dos bancos aumentou em média 32% no primeiro semestre do ano. Os sindicatos foram orientados a reforçarem a convocação de assembleias dia 28, para a deflagração da greve nacional por tempo indeterminado a partir do dia 29. Além de avanços econômicos, a categoria quer melhores condições de trabalho e preservação de saúde, principalmente com o fim das metas abusivas e do assédio moral.

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