Companhia lançou serviço em abril e pretende oferecer pacotes para todos os seus destinos até o final do ano

Depois da aviação comercial, o fundador da Azul, David Neeleman, aposta na venda de pacotes de viagens como um novo nicho de negócios no Brasil. O empresário anunciou nesta quinta-feira que prevê uma receita de R$ 50 milhões em 2010 da Azul Viagens, braço do grupo do segmento de agências de viagens criado em 23 de abril. A meta de Neeleman é que a companhia responda, nos próximos anos, por 10% do faturamento da Azul.

A empresa chega para disputar o mercado com as agências de viagens, principalmente a CVC. A novidade é a aposta nas vendas pela internet e na maior liberdade de escolhas do cliente na composição do pacote. A Azul investiu em uma ferramenta que permite que o comprador escolha entre as opções de hotel, horários de voos e passeios no momento da compra do pacote.

Hoje, a agência da Azul oferece pacotes de viagens para apenas três destinos _Fortaleza, Salvador e Porto Seguro_, mas a meta da companhia é oferecer opções em todas as cidades atendidas pela companhia aérea até o final do ano. Para o mês de julho, serão oferecidas opões para Natal, Maceió e Porto de Galinhas.

Oportunidade de mercado

Para Neeleman, o Brasil tem um grande potencial de crescimento no transporte de passageiros que viajam por lazer. O empresário compara dados do mercado brasileiro com o americano: no Brasil, apenas 30% dos passageiros viaja a passeio, enquanto, nos Estados Unidos, esse percentual é de 75%. "Essa área de pacotes não está desenvolvida como deveria ser. Há poucas opções e os preços são elevados", afirma o empresário.

A necessidade de os passageiros embarcarem em voos fretados de madrugada é uma das principais críticas do empresário. Segundo ele, a Azul também vai oferecer voos noturnos, mas os passageiros terão a opção de saída durante o dia. Outra falha é a limitação de opções de viagem de curta duração. "A maioria dos pacotes é de sete dias, com saída no sábado."

A proposta da Azul é transportar os passageiros que comprarem seus pacotes de viagens nas próprias aeronaves da companhia, usando a malha de voos comerciais e também oferecendo voos noturnos. A Azul quer encerrar 2010 com 21 aeronaves e, 2011, com 35.

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