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Artistas com vocação para empresários

Juliana Paes, Guilhermina Guinle e outros famosos investem em paixões fora dos palcos e são bem-sucedidos no mundo dos negócios

Carmen Moreira, iG Rio de Janeiro |

Sucesso na TV, no teatro e no cinema, Guilhermina Guinle queria mais. O sonho de ter uma atividade paralela ao ofício de atriz sempre existiu, mas uma segunda paixão precisava ser encontrada. “Queria algo com que eu me identificasse, pudesse me dedicar, mas não atrapalhasse minha carreira”, conta Guilhermina ao iG. Foi em 2009 que a atriz conheceu o sorvete de iogurte. Amor à primeira vista. “A Yoggi abriu uma loja pertinho da minha casa e eu fiquei viciada", diz. "Do consumo à decisão de ser uma franqueada foi um pulo. Tudo aconteceu de forma muito rápida”.

Mas Guilhermina faz questão de frisar que nada foi fácil. “Pedi para falar com o dono da loja e um dos sócios, o Alexandre Tenenbaum, estava lá e me atendeu", afirma. "Conversamos pela primeira vez em agosto, ele me explicou tudo e no final de dezembro, depois de três meses de obras, minha loja no Shopping Leblon, no Rio, foi inaugurada”. A ajuda de Alexandre, ela diz, foi fundamental. “Apesar de ter apenas 25 anos, ele conhece muito bem o negócio e me abriu todas as portas, desde a parte burocrática, de documentos necessários para abrir uma empresa de alimentos, até a mais prática de negociação com os fornecedores”.

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A atriz Guilhermina Guinle em ação em sua loja de sorvete de iogurte Yoggi, no shopping Leblon, no Rio

Iniciante no assunto, Guilhermina agradece ainda a ajuda do gerente Paulo Pereira, que acompanha de perto o dia-a-dia da loja e cuida da parte financeira. “Ele é meu anjo da guarda”, avalia. “Mas procuro ir lá diariamente para ver se está tudo correndo bem”.

Agora, quatro meses após sua iniciação no mundo empresarial, a atriz já comemora o sucesso de sua filial da Yoggi. “O sorvete é delicioso e saudável, acho que por isso dá tão certo. Se as vendas continuarem assim, tenho certeza que em 12 meses já teremos lucro”. E planeja: “Estou pensando em abrir outra filial com meu pai”.

A empolgação de Guilhermina tem fundamento. Segundo Claudia Bessa, consultora da Franchise Store, responsável pela expansão da marca, este mercado está em pleno desenvolvimento. “A média de retorno de cada franquia, que requer investimento de R$ 320 mil incluindo todos os custos exceto o ponto comercial, é de 24 a 36 meses, mas muitos têm retorno financeiro em menos tempo”, afirma.

Para isso, além de dedicação, o ponto comercial no qual a loja é aberta conta muito. “Primeiro é preciso que o franqueado conheça bem o local escolhido”, indica. Claudia alerta que as lojas de shopping têm fluxo de pessoas garantido. “Mas para abrir uma loja de rua é preciso mapear o local com mais cuidado”. Segundo ela, ainda este ano, a Yoggi pretende inaugurar mais 30 franquias por todo o Brasil, chegando a um total de 50 pontos de venda com expectativa de ultrapassar esses números.

AgNews
Juliana Paes em seu salão de beleza Espaço Vip, que funciona desde 2008, em Niterói

Quem também apostou em um trabalho paralelo de sucesso foi Juliana Paes. O salão de beleza Espaço Vip, inaugurado em março de 2008, em Niterói, tinha um objetivo maior: trazer de volta ao Brasil a família da atriz, que morava em Miami.

Com fotos enormes de Juliana espalhadas pelas paredes, o estabelecimento, segundo Regina Couto, mãe da atriz e responsável pelo negócio, é um sucesso desde sua inauguração.

Regina afirma que a filha famosa, apesar da agenda atribulada, participa ativamente das reuniões do salão. “Nós pensamos em novidades, melhorias, mas as coisas só acontecem após a aprovação da Juliana", revela. "Ela faz questão de estar presente”.

Dona de uma loja que vende roupas para as adeptas do balé, Ana Botafogo aproveitou para explorar um mercado que ela conhece muito bem. “As bailarinas têm uma moda própria, que usam não só durante as aulas, como para ir e vir dos ensaios”, diz. A grife, que Ana define como moda casual, é um sonho antigo da bailarina. “Só que antes não tinha conhecimento na área", afirma. "A sociedade com a Maria Lúcia Caliman, que já era dona de uma confecção, pôde transformar tudo isso em realidade”.

Ana Botafogo admite que se limita a cuidar apenas da parte artística de sua marca. “Não lido com a parte financeira diretamente", confessa. "Sei dos investimentos feitos, dos lucros que acontecem pouco a pouco, mas quem cuida disso de verdade é a Lu Fernandes, minha gerente e sócia”.

Bernardinho, técnico da seleção brasileira de vôlei masculino e um dos grandes nomes do esporte nacional é outro exemplo de personalidade que explora o mundo dos negócios. Sócio da rede de restaurantes Delírio Tropical, que nasceu em 1983, o esportista tinha a proposta de dar às saladas status de prato principal. Hoje, com oito lojas espalhadas pelo Rio de Janeiro, o restaurante é um sucesso. Fã de desafios, há sete anos Bernardinho uniu seu nome ao de uma academia. A empreitada deu certo e hoje, em algumas unidades da A!Body Tech, os alunos podem treinar o esporte na Escola de Vôlei Bernardinho. Uma maneira de manter a forma com a chancela de um campeão.

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