Transações no comércio eletrônico devem chegar a R$ 43 bilhões neste ano no país

Por Brasil Econômico - Claudia Bredarioli e Marcelo Ribeiro |

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A crescente facilidade de acesso ao crédito no mercado de e-commerce é fator decisivo para a expansão dos negócios

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A E-Consulting, uma das principais consultorias de negócios via web do Brasil, prevê que o comércio eletrônico deve movimentar R$ 43,3 bilhões este ano, um salto de 26% em relação ao ano passado. Os dados são do Índice do Varejo Online (VOL), que registra a soma trimestral dos volumes de transações on-line de automóveis, turismo e bens de consumo através de lojas virtuais.

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Levantamento feito com 8 mil lojas revelou que 5,6 milhões de pessoas fizeram a sua primeira compra virtual no 1º semestre de 2012

Ao divulgar o relatório, o diretor da E-Consulting, Daniel Meneghetti, destacou a crescente facilidade de acesso ao crédito no mercado de e-commerce como um fator decisivo para a expansão das transações via web, mesmo num momento de crescimento mais lento da internet no Brasil. “O número de consumidores online deve aumentar 16% neste ano, representando 37 milhões de e-consumidores. Já o volume de internautas terá um incremento mais refreado, de 1,43%, o que contabiliza para um total de 85 milhões de pessoas acessando as redes”, estimou.

Para Gabriel Lima, diretor da Enext, esse cenário de crescimento só traz oportunidades para os pequenos e médios empreendedores. “Desde 2008, quando começamos a apoiar pequenos varejistas na empreitada de atuar no comércio eletrônico, várias oportunidades se consolidaram, os clientes se aprimoraram e os produtos e serviços também”, diz.

Luiz Antônio Pinho de Almeida, da Confederação Nacional do Comércio (CNC), aponta a mesma tendência expansionista, citando dados do estudo WebShoppers, da e-bit, empresa especializada em estudos sobre comércio eletrônico. Somente no primeiro semestre do ano passado, a pesquisa apontou para um crescimento de 21% em relação ao mesmo período de 2011, com faturamento de R$ 10,2 bilhões. O levantamento, feito com 8 mil lojas, revelou que 5,6 milhões de pessoas fizeram a sua primeira compra virtual, elevando para 37,6 milhões o número de consumidores do e-commerce, 14,6 milhões a mais do que em 2010.

O economista alerta para a tendência de redução do tíquete médio, à medida em que novos segmentos, de renda mais baixa, são atraídos para o varejo virtual. O valor médio das transações - chamado de tíquete médio - foi R$ 350,00 por venda, apresentando uma pequena redução em relação aos R$ 370,00 verificados em 2011. A tendência, segundo os estudos, é que os tíquetes médios caiam mais, devido à entrada da classe C no mercado, pois esse segmento compara mais os preços antes de comprar. Estes consumidores buscam o menor preço e, no primeiro semestre de 2011, a classe C já representava 61% dos novos consumidores on-line.

Assim como o varejo tradicional é impulsionado por datas comemorativas, o varejo eletrônico segue a mesma tendência. O Dia das Mães e o Dia dos Namorados responderam por R$ 1,7 bilhão ou 16.6% do faturamento no período, que somou quase 30 milhões de pedidos.

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