Após aprovação da compra da Webjet, Gol acelera integração entre empresas

Diretores terão duas semanas de reuniões; site da Webjet sai do ar e combinação das malhas será concluída até dezembro

Pedro Carvalho - iG São Paulo |

Futura Press
Após sinal verde do Cade, companhia aérea Gol acelera integração com Webjet

Após o governo ter aprovado a compra da Webjet pela Gol, na semana passada, as duas empresas se movimentam para acelerar a integração entre suas operações e captar as economias que isso pode trazer. No dia seguinte ao aval do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), uma série de reuniões foi agendada entre os diretores das companhias para definir as possíveis mudanças.

Os encontros acontecem nessa semana e na próxima, mas algumas novidades já começam a aparecer. Nesta quarta-feira (17), o site da Webjet saiu do ar e passou a redirecionar o processo de compra de passagens para a página da Gol. Uma vez que o canal de vendas da Webjet deixa de existir, a mudança representa uma redução de gastos para as empresas.

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Além disso, a integração entre as malhas de destinos das duas aéreas estará concluída até o dia primeiro de dezembro, afirma o presidente-executivo da Gol, Paulo Kakinoff. “A malha era sobreposta em alguns pontos e vamos rearranjar isso, mas não há nenhum plano de redução no número de destinos”, diz. O executivo, porém, admite a possibilidade de diminuição na frequência dos voos.

Kakinoff afirma que não está definido se haverá demissões nas equipes, como costuma acontecer quando duas empresas se unem. Também não está definido se a marca Webjet continuará existindo, ou será absorvida pela Gol. Segundo o executivo, até o final do ano será divulgado o plano de captação de sinergias entre as operações das companhias.

Nos últimos meses, a Gol tem feito diversos esforços para cortar custos e tentar equilibrar o balanço, que revela seguidos prejuízos. Mesmo o tamanho do bilhete de check-in e a quantidade de água nos banheiros foram recalculados. Mas o preço das principais despesas, como combustível (46% dos gastos), tarifas aeroportuárias e itens comprados em dólar (55% dos gastos), foge quase totalmente ao controle da companhia.

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Por isso, além de cortar custos, a Gol também se esforça para aumentar as fontes de receita. Até julho, todos os voos da empresa terão venda de comida a bordo, atualmente presente em 48% das viagens. “Também vamos intensificar o acordo com a Delta para a aplicação de code-share (venda de passagens da Delta pela Gol e vice-versa)”, diz Kakinoff. “Estamos, ainda, avaliando mercados potenciais para ampliar o número de destinos”, afirma o executivo.

A Gol, que detém 34% do mercado nacional, anunciou a compra da Webjet (cuja participação é de 5%) em julho do ano passado, por R$ 310 milhões. Na última quarta-feira, o Cade deu aval definitivo para a operação, com algumas restrições relativas ao aeroporto Santos Dumont, no Rio de Janeiro.

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