Acerte na escolha dos serviços para cuidar do seu bebê

Executivas demandam soluções nesta fase da vida dos filhos diante de um expediente cada vez mais exigente e longo

Brasil Econômico - Marília Almeida |

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Marissa Mayer, que assumiu a presidência do Yahoo! em julho grávida de seis meses, anunciou recentemente que sua licença maternidade (o bebê nasceu dia 30) seria de apenas duas semanas. Abrir mão de um período com o filho recém-nascido (que no Brasil é garantido por lei trabalhista) é uma decisão cada vez mais comum à medida que a mulher conquista cargos — e salários — mais altos.

A busca por serviços que possa substituir a ausência da mãe , como babás, motoristas e berçários, cresce na mesma proporção. Mas contratá-los pode significar muita procura mesmo para quem pode gastar muito.

Renata Simonetti Marchetti, sócia da Alô Babá, agência especializada, aponta que não consegue atender nem 30% da demanda. “A busca é crescente. Muitas mães preferem babás que durmam em sua casa, pois não conseguem chegar em casa às 19h. Mas babás qualificadas vêm optando por trabalhar deste modo apenas de segunda a sexta-feira, e querem ganhar salários maiores”, conta.

No início do ano pagava-se, em média, R$ 1,2 mil por esta profissional por mês. Hoje, a média é de R$ 1,6 mil. A opção aos finais de semana acaba sendo contratar folguistas, que cobram cerca de R$ 400 por período. No caso de babás que também são enfermeiras, o salário pode atingir R$ 3,5 mil,

As iniciantes acabam sendo uma opção mais acessível, mas apenas são indicadas como apoio, e devem ser supervisionadas nos primeiros meses. “Elas servem de auxiliar para uma mãe que trabalha em casa ou uma avó que não pode pegar peso”, explica Renata.

É necessário considerar o custo do agenciamento, que inclui avaliação psicológica e checagem da experiência e antecedentes da profissional.

Outra opção são berçários, que já ficam abertos até às 19h. É o caso do Carinha Suja, na capital.

Regina Tacla, diretora do berçário, que tem câmeras instaladas em todos os cômodos, de modo que os pais possam acompanhar as atividades dos pequenos, diz que pretende iniciar no ano que vem plantões aos finais de semana.

“Temos recebido pedido de pais. Seria algo esporádico, e não precisaríamos mobilizar a equipe toda”. O serviço terá um custo adicional.

Existem empresas que oferecem incentivos, como berçário para funcionários, o que facilita a vida da funcionária. É o caso de Carolina Recioli, 35 anos, gerente de RH para supply chain da Unilever, que optou por utilizar o berçário da empresa até que suas duas filhas completem dois anos. Ela paga R$ 800 pelo benefício, que é proporcional ao seu salário.

“O serviço me permitiu continuar amamentando e participar mais desta fase e evitar deixá-las com quem não confio”, conta a gerente.

A executiva também tem horário flexível, e costuma fazer home office uma vez por semana. “É bom quando o bebê está doente”, aponta.

Fabiana Pardo, 37 anos, franqueada da UNS Idiomas, tem duas filhas e optou por uma babá para cuidar de ambas até completarem um ano e meio.

Como tem seu próprio negócio, no início montou uma sala na própria escola para acompanhar o trabalho da babá até que optou por deixar sua filha em casa com a profissional.

“Cheguei a optar pelo berçário, mas era difícil pegá-las todos os dias. Não tenho um horário fixo de trabalho, e o trânsito as deixava cansadas”. Sua babá, conta, sempre faz horas extras. “Ela só não dorme em casa porque não tenho espaço”.

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