Exportação de carne suína do Brasil sobe 46% em setembro

No acumulado do ano, o país exportou 428,18 mil toneladas, 9,72% a mais que no mesmo período de 2011, com receita de US$1,09 bilhão

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As exportações de carne suína do Brasil em setembro aumentaram 45,98% em volume e 38,47% em receita na comparação com mesmo mês do ano passado, segundo dados divulgados pela Associação Brasileira da Indústria Produtora e Exportadora de Carne Suína (Abipecs) nesta terça-feira. Foi o melhor mês de 2012 para as vendas do produto brasileiro, com a venda de 60,44 mil toneladas, que renderam US$157,65 milhões.

No acumulado do ano, o país exportou 428,18 mil toneladas, 9,72% a mais que no mesmo período de 2011, com receita de US$1,09 bilhão.

A Ucrânia foi o principal destino da carne suína brasileira, com participação, em volume, de 23,49% das exportações do ano. A Rússia ficou em segundo lugar, com 23,04% das vendas, no acumulado até setembro. No entanto, segundo a Abipecs, a Rússia é responsável pela maior receita com as compras do produto, representando 25,91% do faturamento, seguida pela Ucrânia, com 23,77%.

Hong Kong ficou em terceiro lugar entre os principais destinos do produto, com compras de 92,73 mil toneladas no acumulado do ano, 1,59% abaixo de 2011.

De janeiro a setembro deste ano, as vendas para a Ucrânia somaram 100,57 mil toneladas e 258,55 milhões de dólares, uma variação de 119,44% em volume e 93,15% em valor, em relação a 2011.

Recentemente, o governo ucraniano pediu permissão à Organização Mundial do Comércio (OMC), para elevar a alíquota de cerca de 250 linhas tarifárias, entre elas as da carne suína. Segundo o presidente da Abipecs, Pedro de Camargo Neto, trata-se de um pedido que precisa ser rechaçado com firmeza, pois deixaria de ter sentido consolidar tarifas ao entrar na OMC e subitamente solicitar uma alteração dessa magnitude.

Já as vendas para a Argentina registraram queda 43,27 por cento em volume no acumulado do ano e de aproximadamente 40% em valor ante o ano passado. Segundo a Abipecs as baixas são fruto da paralisação de autorizações que vinham sendo concedidas até o fim de junho.

No mês de setembro, porém, continuaram a fluir quase no mesmo ritmo que julho e agosto.

A Abipecs afirmou que uma solicitação feita ao Ministério das Relações Exteriores para a abertura de um contencioso contra a África do Sul, em função de barreira sanitária ilegal desde 2005, continua sem receber a atenção do governo.

"É lamentável que permita prejudicar um setor sem promover um contencioso que, embora prometido, até hoje não foi iniciado", disse Pedro de Camargo Neto em nota.

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