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Codelco vê boa demanda para cobre nos próximos anos

RIO - O crescimento e a urbanização esperados para a economia chinesa nos próximos anos deverão garantir bons anos para a indústria do cobre. Para o presidente da chilena Codelco, Diego Hernandez, a demanda chinesa, que hoje representa um terço do consumo mundial, poderá chegar a 50% em "dois ou três anos".

Valor Online |

"Somos muito otimistas no médio prazo e no longo prazo, tanto para a demanda, quanto para os preços do cobre", frisou Hernandez, que preside a principal mineradora de cobre no mundo, com cerca de 11% da produção global, com 1,8 milhão de toneladas por ano, em um país que possui 30% das reservas conhecidas. A ressalva feita pelo executivo está na capacidade da oferta de atender ao crescimento esperado pela demanda. Entre 2005 e 2009 o crescimento da produção esteve pouco ligado ao avanço orgânico e muito conectado a fusões e aquisições, como as compras da Inco e da Falcon Bridge, respectivamente por Vale e Xstrata. Segundo ele, o teor de pureza do minério tem caído nos últimos anos e deve passar de 95% em 2005 para 65% por volta de 2020. Outro desafio da indústria está no aumento dos custos para encontrar novas reservas e aumentar produção, inclusive com a transformação de minas a céu aberto em minerações subterrâneas. "Há o aumento do custo de investimento em termos absolutos e uma qualidade decrescente do minério", disse Hernandez, que participou do 14º Americas School of Mines. Apesar dos aumentos de custos, Hernandez foi taxativo ao afirmar que a crise global "durou seis meses para o cobre". De acordo com o executivo, as atuais margens de lucro são atraentes e as empresas "estão com saúde muito boa", usufruindo de preços mais elevados do insumo. (Rafael Rosas | Valor)

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