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BR lava carros com água aquecida por energia solar

Com investimento de R$ 40 mil, tecnologia disponível em alguns postos da rede reduz consumo de água e detergente

Bruna Bessi, iG São Paulo |

Quem já usou água quente para desengordurar uma panela vai entender com facilidade o novo serviço oferecido pela BR Distribuidora. Um tanto supérflua à primeira vista, a lavagem de carros com água aquecida por energia solar ganha significado quando se percebe a significativa redução no uso de detergentes e de água, o que diminui o impacto ambiental da atividade.

O novo processo é resultado de uma parceria entre a Petrobras, que desenvolveu a técnica, e a empresa E2 Solar, que fez as adaptações necessárias no posto em que foi feito o projeto-piloto, localizado no bairro da Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro. O investimento para instalação do sistema foi de R$ 40 mil.

Divulgação
Posto BR no Rio de Janeiro oferece lavagem de carros com água aquecida por energia solar
O sistema baseia-se na transferência do calor do sol, recebido por meio de um coletor para a água, que fica armazenada em um reservatório térmico. Quando utilizada na lavagem, a água a 45ºC produz um efeito desengordurante, que diminui a necessidade do uso de água e de detergente em 50% e 10% respectivamente.

Com uma vazão de 12 litros por minuto, a lavadora de carros do posto carioca consegue aplicar 720 litros de água quente em uma hora, o que pode significar a lavagem de 10 a 20 carros. Um ganho considerável se comparado aos mais de 100 litros de água gastos, em média, para realizar a lavagem comum de veículo pequeno, segundo constatação de um estudo da Universidade de Campinas (Unicamp).

Denominado Usina Solar Térmica (UST), o equipamento instalado para a captação da energia solar é uma estrutura móvel que possui dois reservatórios com 1250l de capacidade cada, placas solares, painel de controle e bombas de circulação. Para seu funcionamento, é necessário que o aparelho esteja ligado a um ponto de energia, utilizado para acionar o painel e a bomba de circulação.

Segundo Laércio Lopes, diretor comercial da E2 Solar, a energia elétrica utilizada é equivalente ao consumo de uma lâmpada e a energia solar atende às necessidades de aquecimento. “Há nesse posto grande preocupação com a sustentabilidade”, diz. “Por isso, aquecemos a água com placas solares em vez de usar resistências elétricas.” A inovação despertou o interesse de outros postos de gasolina. Lopes revela que dois revendedores de São Paulo já estão realizando as adaptações necessárias para oferecer o serviço.

A técnica pode ser adaptada com ou sem a orientação da Petrobras, mas a empresa oferece suporte para o revendedor interessado. Paulo da Luz Costa, gerente de tecnologia da Petrobras, afirma que o retorno do investimento acontece em seis a oito meses. “Além da economia de água e sabão, percebemos que ao incorporar o novo sistema o posto registra um aumento de 5% a 10% no número de clientes atendidos”, diz Costa.
 

 

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