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Argentina acusa Petrobras e Shell de provocar desabastecimento

BUENOS AIRES - O governo argentino acusou a Petrobras e a Shell de refinarem pouco petróleo para provocar desabastecimento de combustível e forçar um aumento de preços. Pela primeira vez em três décadas, a Argentina, que é produtora e exportadora de petróleo, foi obrigada a importar combustível. As empresas atribuem a escassez ao aumento do consumo.

Valor Online |

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Nos últimos 11 anos, a produção de petróleo da Argentina tem caído. Segundo economistas, há pouco incentivo à industria. O governo limitou a US$ 42 o preço do barril exportado (a diferença vai para o Estado) e subsidia os preços internos (que são até 15% menores do que a média internacional).

O ministro do Planejamento, Julio De Vido, acha que o problema não é a capacidade instalada e o aumento da demanda.

Num comunicado à imprensa, De Vido disse que "as petrolíferas Petrobras e Shell relutam em refinar petróleo para desabastecer o mercado, obrigando a YPF a aumentar seus preços".

Responsável pelo abastecimento de 57,3% do mercado argentino, a Repsol-YPF comercializa seu petróleo a preços mais baixos que as outras empresas petrolíferas. Uma fonte da YPF disse ontem que ela foi a única empresa petrolífera que aumentou suas vendas - as demais baixaram.

"Como empresa com participação nacional, a YPF mantém um preço testemunha no mercado, que a atitude irresponsável da Shell e da Petrobras buscar alterar, fazendo com que os consumidores paguem preços mais altos", disse o ministro do Planejamento.

Na terça-feira passada, mal surgiram notícias de desabastecimento, a Petrobras enviou um comunicado à imprensa, informando que suas refinarias "estão operando com normalidade e processando a totalidade de sua produção de petróleo cru".

A empresa também informou que está comprando petróleo cru no mercado local para manter abastecida sua rede de comercialização de combustíveis.

O ministro do Planejamento, no entanto, insiste que a Petrobras e a Shell não estão usando toda sua capacidade e que governo argentino vai intervir "para obrigar as refinadoras a utilizarem sua capacidade máxima".

Se for necessário, também limitará as exportações para manter o mercado local abastecido. De Vido disse ainda que transmitiria à Embaixada do Brasil sua preocupação com "a atitude pouco ética" da Petrobras.

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