A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) informou ter encontrado indícios de petróleo em bloco marítimo na costa do Rio de Janeiro, sua primeira descoberta como operadora. A ação estaria relacionada ao plano de capitalização da Petrobras.

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A descoberta, no poço 2ANP1RJS, foi informada no site da agência na Internet, em registro com data de 1º de março (http://www.anp.gov.br/?id=730). A localização precisa do bloco não foi divulgada.

"Confirmamos a descoberta mas não temos mais nenhuma informação", disse uma assessora da ANP após consultar a diretoria da autarquia.

A ANP contratou a Petrobras no ano passado para realizar perfurações em regiões próximas às recentes grandes descobertas de petróleo no Brasil.

O objetivo da autarquia é encontrar reservatórios em áreas ainda não licitadas com grandes volumes de óleo equivalente que serão utilizados no processo de capitalização da Petrobras pelo governo brasileiro.

Capitalização

Na capitalização, o governo pretende ceder à estatal até 5 bilhões de barris de petróleo em troca de ações da companhia, em uma operação indireta que envolverá títulos públicos. Os demais acionistas poderão usar títulos públicos ou dinheiro.

A União possui 32,2% do capital total da estatal e 55,6% do capital votante, enquanto o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), que deve acompanhar a operação para não ser diluído, possui 7,6 e 1,9 por cento, respectivamente. A Previ, dona de 2,5% do capital da empresa, também poderá participar para não ter seu investimento reduzido.

O projeto do governo que autoriza a operação de capitalização da Petrobras, que pode se converter na maior oferta de ações da história, ainda não foi aprovado pela Câmara dos Deputados, o que pode ocorrer nesta semana. Posteriormente, seguirá para o Senado.

PRÉ-SAL?

A descoberta da ANP foi feita em lâmina d'água de 1.889 metros ao longo da costa do Rio de Janeiro. Não há informações sobre a profundidade total do achado ou se ele está localizado no pré-sal.

Segundo uma fonte envolvida no processo de capitalização da empresa, ainda não existe definição sobre a área que será utilizada na capitalização.

"Qualquer área fora do bloco licitado é passível de ser indicada para a capitalização, mas ainda não temos essa definição", disse a fonte à Reuters.

No final do ano passado o diretor-geral da ANP, Haroldo Lima, havia informado que a tendência seria fazer perfurações próximas à chamada "picanha azul" do pré-sal, que engloba a região de descobertas já feitas pela Petrobras e suas parceiras.

Anunciada há três anos, a descoberta de gigantescos reservatórios na faixa do pré-sal da bacia de Santos indica que o Brasil poderá no mínimo dobrar as suas atuais reservas, atualmente em torno dos 14 bilhões de barris de óleo equivalente. Há estimativas, no entanto, colocando o potencial de reservas em cerca de 50 bilhões de boe.

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