Paris, 30 jun (EFE).- O fabricante aeronáutico europeu Airbus celebrou hoje que a Organização Mundial do Comércio (OMC) "rejeitou 70% das demandas" apresentadas pela americana Boeing na sentença final sobre seus respectivos sistemas de financiamento.

Paris, 30 jun (EFE).- O fabricante aeronáutico europeu Airbus celebrou hoje que a Organização Mundial do Comércio (OMC) "rejeitou 70% das demandas" apresentadas pela americana Boeing na sentença final sobre seus respectivos sistemas de financiamento. Foi essa interpretação do consórcio europeu sobre a sentença, divulgada em comunicado prévio à publicação do relatório final da OMC onde ressalta que o sistema de créditos reembolsáveis dos países de Airbus não geraram "perdas de benefícios", tampouco de "postos de trabalho" a Boeing. A nota assinala que "os resultados estão alinhados às versões prévias das conclusões dos painéis da OMC" e acrescenta que a "Airbus, a UE e os estados-membros estão analisando o relatório" com vistas a uma "possível revisão por parte do órgão de apelações da OMC". A interpretação da Airbus, que coincide com a qual antecipou em março quando a OMC entregou às partes um relatório preliminar sobre a demanda de Washington contra os países da UE que participam da filial de EADS, também ressalta que a OMC rejeita que as subvenções a Airbus obrigassem a Boeing a reduzir seus preços. Outro ponto chave para Airbus é que a sentença da OMC não detecta que o sistema de empréstimos reembolsáveis que recebeu o gigante europeu da aviação para o lançamento de seu programa A350 foi instrumento que obedece à relação de associados entre Governo e indústria. "As demandas dos Estados Unidos (EUA) que concernem o A350 foram rechaçadas", assegura Airbus, que também ressalta que não se pôde estabelecer que as ajudas francesas ao A330-300 foram ilegais. Além disso, na interpretação da sentença que faz Airbus, a empresa aeronáutica europeia assegura que a demanda de compensações por parte dos EUA é "legalmente improcedente". A sentença atende a um processo aberto em 2004 pelo gigante americano na OMC para denunciar o sistema de créditos reembolsáveis da Airbus, quando o fabricante europeu ia embarcar na fabricação do A350. A UE respondeu a denúncia com uma reivindicação equivalente às ajudas que recebe a Boeing por meio das agências governamentais dos EUA. EFE jaf/dm

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