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Secretaria de Acompanhamento Econômico sugere ao Cade restrições à fusão Sadia-Perdigão para evitar concentração de mercado

A BRF Brasil Foods, resultante da união entre Sadia e Perdigão, divulgou nesta quarta-feira à noite comunicado sobre o parecer da Secretaria de Acompanhamento Econômico (Seae), que sugeriu restrições à fusão, para evitar a concentração de mercado. O processo de fusão está sendo analisado pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade). Segundo a BRF, o parecer da Seae é apenas uma parte do processo.

"É uma recomendação, não um julgamento. Vamos contestar fortemente o parecer agora no Cade, órgão a quem cabe julgar a questão", afirma, na nota, José Antônio Fay, presidente da empresa. De acordo com a BRF, o parecer da Seae não leva em consideração "evidências e argumentos concretos apresentados por meio de estudos técnicos baseados em metodologias antitruste produzidas pelas consultorias McKinsey e Fagundes & Associados".

"Essas análises demonstram haver forte concorrência, elevada substituição de produtos no caso de eventual aumento de preços, ausência de relevantes barreiras à entrada de novos competidores e presença de rivalidade por parte de grandes grupos. A operação apresenta, sobretudo, substanciais sinergias que permitirão produtos melhores a preços mais competitivos", afirma a empresa. "Estamos convictos de que temos argumentos e dados que justificam a aprovação sem restrições", acrescenta, na nota, o presidente da Sadia, Julio Cardoso.

A companhia ressalta ainda que fusão criará uma das maiores exportadoras no País, que já nasce com cerca de 42% de suas vendas no mercado externo, o equivalente a mais de R$ 9 bilhões por ano. Com a união de forças de Sadia e Perdigão, diz o comunicado, a empresa terá condições de ampliar sua presença como competidor global do mercado de alimentos, gerando empregos, renda, divisas e impostos no Brasil.

"Estranhamente o relatório da Seae não considera a condição de grande exportador da BRF", afirma Fay, na nota.

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