Empresa é a primeira do País a obter licença para comercializar defensivo que combate a doença

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A Syngenta anunciou nesta terça-feira que conseguiu o registro para estender o uso do fungicida Priori Xtra no combate à ferrugem alaranjada da cana-de-açúcar. Com isso, a empresa tornou-se a primeira do País a obter licença para comercializar defensivo que combate a doença, detectada no Brasil no final de 2009.

O produto é aposta da empresa para crescer na cultura. "A cana tem forte potencial de crescimento e vem ganhando importância com os investimentos em pesquisa que temos feito. A cultura está entre as cinco maiores no nosso portfólio", afirmou André Fink, gerente de portfólio de fungicidas da multinacional.

O processo para aprovar a ampliar o uso do fungicida, que hoje já aplicado na soja e café, durou de seis a sete meses. "Algumas vezes, chegar a demorar três anos para conseguir o registro, mas o governo percebeu que não havia no mercado nenhum fungicida para a doença, o que viabilizou a aprovação mais rápida", observou o executivo.

A doença, provocada pelo fungo Puccinia kuehnii, se propaga pela dispersão dos esporos nos ventos, que atinge as folhas, impedindo o crescimento das plantas e reduzindo a produtividade das lavouras.

Ele conta que dados preliminares, a partir das informações de produtores, indicam que o prejuízo em áreas afetadas pela doença varia de 20% a 30%. Segundo Fink, dados preliminares do mercado também indicam que as variedades de cana vulneráveis ao fungo no Brasil representam cerca de 8% a 10% da área cultivada com cana no Centro-Sul, incluindo São Paulo, Goiás, Paraná, Mato Grosso do Sul e parte de Mato Grosso.

"Ainda não sabemos como será a taxa de adoção do produto, mas estamos preparados para a demanda do setor", afirmou Fink. Segundo ele, a empresa só poderá avaliar a demanda pelo produto a partir de outubro, quando se inicia a temporada mais chuvosa, mais propícia para a propagação da doença. O executivo explica que o fungicida permite ao produtor manter o ciclo da cana, com aplicações para controlar a doença. Desta forma, não seria necessário cortar os canaviais e reiniciar novo plantio, que demandaria entre R$ 3 a R$ 5 mil para ser implantado.

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