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A queima da cana está proibida das 6 às 20 horas, desde o início de junho

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A Secretaria Estadual do Meio Ambiente vai fiscalizar e autuar produtores e usinas que queimam o excesso de palha em áreas de colheita mecanizada de cana-de-açúcar. Apesar de proibida, a prática continua e agrava as condições do ar, principalmente nas regiões centro-oeste e norte do Estado.

A reportagem flagrou vários pontos de queimada, na última segunda-feira, durante o dia, na região de Piracicaba. Em Capivari, o funcionário de uma usina usava um maçarico para espalhar o fogo sobre a palha em canavial recém-colhido. Fumaça denunciava a prática em outras áreas. A queima da cana está proibida das 6 às 20 horas, desde o início de junho.

Segundo o gerente do Projeto Etanol Verde, da secretaria, Ricardo Viegas, a prática "deve ser denunciada, pois a Cetesb vai fiscalizar e será passível de multa". De acordo com Viegas, em cada hectare de cana colhido, ficam 13 toneladas de palha. Esse material, segundo ele, ajuda a conservar o solo. O engenheiro agrônomo José Lima de Oliveira Junior, da Cooperativa dos Plantadores de Cana da Zona de Guariba (Coplana), uma das maiores do Estado, disse que em algumas variedades o excesso de palha prejudica a rebrota da cana.

O material favorece também a proliferação da cigarrinha, uma praga da lavoura. A alternativa recomendada, segundo ele, é tratar com defensivo o excesso de palha, evitando a queima. De acordo com a Secretaria Estadual do Meio Ambiente, apesar de a colheita de cana estar mais avançada este ano, em relação a 2009, a área colhida com o uso de fogo foi reduzida em 230 mil hectares. Um protocolo firmado com usinas e produtores prevê o fim da queima em 90% dos canaviais - áreas passíveis de mecanização - até 2014.

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