São Paulo - Esta será uma semana importante para os produtores do Centro-Oeste, quando muitos vão olhar para o céu à procura de nuvens carregadas

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São Paulo - Esta será uma semana importante para os produtores do Centro-Oeste, quando muitos vão olhar para o céu à procura de nuvens carregadas. Se demorar a chover, pode haver um atraso no plantio de soja e, consequentemente, de algodão, que é feito mais no fim do ano. "O plantio do algodão não pode atrasar, do contrário os produtores vão preferir diminuir a área cultivada para minimizar os riscos. Se as sementes forem plantadas depois de dezembro, entramos no período de chuvas, que atrapalham a qualidade das plumas", explica Gilson Pinesso, produtor e presidente da Associação Mato-Grossense de Produtores de Algodão. Mato Grosso é o maior produtor de algodão do País, responsável por 52% do total. O Brasil não é autossuficiente na cultura e, se houver uma diminuição da área plantada ou queda de produtividade, a oferta de plumas será ainda menor. Soja - No caso da soja, os riscos como atraso no período de chuvas são menores, mas existem. "Poucos têm a possibilidade de recorrer à irrigação", argumenta Lucilio Alves, professor da Universidade de São Paulo e pesquisador do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). Por enquanto, explica Glauber Silveira, presidente da Associação dos Produtores de Soja de Mato Grosso (Aprosoja), a falta de chuva não é uma ameaça para o grão. "O lado bom é que diminui a incidência de doenças, mas a seca não pode avançar no mês de outubro. Quanto mais atrasar, mas vai prejudicar a safra seguinte que, em muitos casos, é a do algodão", explica. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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