São Paulo, 29 - O ministro da Agricultura, Wagner Rossi, disse hoje em entrevista ao programa "Bom Dia, Ministro", da Empresa Brasil de Comunicação, que o Brasil deve seguir vacinando o rebanho bovino contra a febre aftosa no curto prazo "Não tenho dúvidas que o Paraná e o Rio Grande do Sul são os Estados que têm melhor condição de seguir Santa Catarina como área livre sem vacinação

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São Paulo, 29 - O ministro da Agricultura, Wagner Rossi, disse hoje em entrevista ao programa "Bom Dia, Ministro", da Empresa Brasil de Comunicação, que o Brasil deve seguir vacinando o rebanho bovino contra a febre aftosa no curto prazo "Não tenho dúvidas que o Paraná e o Rio Grande do Sul são os Estados que têm melhor condição de seguir Santa Catarina como área livre sem vacinação. Mas sou muito pé no chão, acho que não devemos abrir mão de vacinação enquanto não tivermos absoluta segurança", afirmou, após ser questionado a respeito do pleito do Paraná de ser considerado região livre da doença sem imunização. Ele justificou a cautela dizendo que o País tem uma grande fronteira com um grande número de países que ainda registram problemas com a doença. "Temos tido a precaução de manter a vacinação do gado para que não haja outros percalços". Segundo o ministro, o Brasil recebeu cumprimentos do diretor-geral da Organização Mundial de Sanidade Animal (OIE, na sigla em inglês), Bernard Vallat, pela eficiência no combate à doença. "Ele me disse que o progresso do Brasil é admirável. Cumprimos todas as exigências e fomos além, com a ajuda à Bolívia. Mas temos o problema de uma grande fronteira, com muitos outros países e temos que ajudá-los a erradicar a doença". O ministro disse que o Brasil pode ajudar a realizar programas antiaftosa em nação não fronteiriças, inclusive, como o Equador. "Esse país é motivo de apreensão para a OIE". Ontem, após evento de comemoração de 150 anos do Ministério, Rossi recuou e disse não ter estabelecido 2010 como meta de erradicação da febre aftosa no País.

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