Nova York, 29 - A norte-americana Bunge Limited informou hoje ter apurado lucro de US$ 1,78 bilhão (US$ 11,15 por ação) no segundo trimestre do ano fiscal, valor 470% maior que os US$ 313 milhões (US$ 2,28 por ação) obtidos no mesmo período do ano passado

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Nova York, 29 - A norte-americana Bunge Limited informou hoje ter apurado lucro de US$ 1,78 bilhão (US$ 11,15 por ação) no segundo trimestre do ano fiscal, valor 470% maior que os US$ 313 milhões (US$ 2,28 por ação) obtidos no mesmo período do ano passado. O resultado foi influenciado pelo ganho de US$ 2,44 bilhões na venda das operações de fertilizantes da companhia no Brasil. A transação mascarou o resultado da empresa no período, considerado decepcionante pelo seu executivo-chefe e presidente, Alberto Weisser. "Os números são desapontadores, por causa principalmente da queda no volume e nas margens da divisão de agribusiness", afirmou. O lucro da divisão de agribusiness despencou 94% para US$ 28 milhões no segundo trimestre, de US$ 435 milhões no mesmo período do ano passado, resultado atribuído ao enfraquecimento do segmento de processamento de oleaginosas. "O ambiente para os negócios no setor de esmagamento foi mais difícil que o esperado", disse Weisser. A divisão de açúcar e bioenergia teve lucro de US$ 4 milhões, 69% menos que os US$ 13 milhões do período anterior. A companhia informa que neste segmento houve despesas de US$ 11 milhões relacionadas à aquisição do controle total de cinco usinas de cana no Brasil, finalizada no primeiro trimestre. A receita líquida total da companhia no segundo trimestre recuou 0,2%, a US$ 10,974 bilhões e o volume total de vendas diminuiu 5%. A margem bruta cresceu de 3,7% para 3,9%. Por causa do resultado aquém do esperado, a Bunge reduziu sua meta de lucro em 2010 de US$ 5,30 a US$ 5,80 por ação, estimados em abril, para US$ 3,25 a US$ 3,50. A companhia está concentrando seus negócios nos setores de agribusiness e processamento de alimentos e diz que a demanda por commodities agrícolas e fertilizantes estão aumentando, após ter atingido níveis muito baixos em 2009. A empresa disse, ainda, que continuará a se expandir por meio de aquisições. "Esperamos uma melhora significativa no segundo semestre. Na divisão de agribusiness, a demanda deverá ser mais forte e as safras no Hemisfério Norte vão contribuir para novas e melhores condições de mercado. A produção de açúcar e etanol vai aumentar e o setor de fertilizantes entrará em seu período mais forte no Hemisfério Sul", afirmou Weisser. As informações são da Dow Jones.

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