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Renda dos produtores de grãos deve crescer 8% em 2011

Fabricantes de insumos projetam que receita dos agricultores vai alcançar R$ 85,3 bilhões

AE |

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Brasília, 27 - A Câmara Temática de Insumos Agropecuários, órgão consultivo vinculado ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), realizou reunião hoje e concluiu que o ano agrícola 2010/2011 será um período de recuperação da renda para o produtor rural.

"Teremos um crescimento na produção de grãos de 2% na comparação com a safra passada, chegando a 152 milhões de toneladas, mas com um crescimento de 8% da receita ao agricultor, que deverá alcançar R$ 85,3 bilhões para grãos. Se agregarmos as culturas perenes, como café, cana-de-açúcar e citricultura, chegaremos a R$ 183 bilhões", afirmou o presidente da Câmara, Cristiano Walter Simon.

Os números citados por Simon referem-se a estudo realizado pela RC Consultores para a Associação Nacional de Defesa Vegetal (Andef). O trabalho aponta que em 2010 a renda total do setor agrícola, envolvendo as culturas temporárias de algodão, arroz, feijão, milho, soja e trigo, e as lavouras perenes como as de café, cana-de-açúcar, fumo, laranja, além de outras culturas, alcançará R$ 174,7 bilhões.

O setor de grãos, sozinho, registrará renda de R$ 78,8 bilhões este ano, indica a projeção apresentada na Câmara Setorial. A Andef projeta crescimento de 3% na produção de soja e de 10% para o algodão. A perspectiva de recuperação da renda do produtor leva em consideração dois fatores, alertou Simon. "O aumento dos preços das commodities tem ajudado o produtor, evidentemente. Há também redução ou pelo menos o equilíbrio dos preços dos insumos em relação à safra passada, o que também ajudou na relação de troca do produtor", afirmou o presidente da Câmara Setorial, que também é diretor executivo da Andef.

A Câmara divulgou alguns números referentes ao desempenho do setor de fertilizantes e de insumos deste ano. Entre janeiro e agosto, a produção de fertilizantes no País alcançou 6,4 milhões de toneladas, o que representa um crescimento acima de 20% na comparação com os 5,3 milhões de toneladas de igual período do ano passado. As importações somaram 8,9 milhões de toneladas entre janeiro e agosto deste ano, mais de 40% frente os 6,3 milhões de toneladas, em igual período do ano passado. Já o total de entregas ao consumidor final - o produtor rural - somou 13,6 milhões de toneladas no acumulado dos oito primeiros meses deste ano, representando crescimento de 3% em relação ao total de 13,2 milhões de toneladas do mesmo período do ano passado.

Os dados foram apresentados pela Associação dos Misturadores de Adubos do Brasil (AMA). No segmento de defensivos, a Câmara Setorial divulgou dados de faturamento calculados pela Andef, indicando US$ 539 milhões de vendas em julho deste ano frente US$ 534 milhões, em julho de 2009. Não foram divulgados dados referentes ao resultado parcial acumulado desde o início do ano. Há projeção de que o setor de defensivos encerre 2010 com faturamento de US$ 2,447 bilhões, em ligeiro crescimento frente aos US$ 2,426 bilhões do ano passado.

As operações com herbicidas devem atingir US$ 927 milhões este ano, o segmento de inseticidas deve movimentar US$ 690 milhões e o de fungicidas, US$ 675 milhões. Segundo Simon, os números comprovam que não há "euforia em relação aos resultados", mas uma "questão de sustentabilidade nesse crescimento".

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