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Produtores e indústria definem criação do Consecitrus

Ribeirão Preto, SP, 25 - Após meses de discussões, produtores de citros e a indústria processadora e produtora de suco definiram, hoje, a criação do Consecitrus, um conselho que irá determinar os novos parâmetros para a remuneração dos citricultores, feita atualmente por caixa de 40,8 kg

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Ribeirão Preto, SP, 25 - Após meses de discussões, produtores de citros e a indústria processadora e produtora de suco definiram, hoje, a criação do Consecitrus, um conselho que irá determinar os novos parâmetros para a remuneração dos citricultores, feita atualmente por caixa de 40,8 kg. "Foi um parto, o dever foi cumprido", resumiu o secretário de Agricultura do Estado de São Paulo, João Sampaio, que intermediou as negociações entre os dois lados. Após o acordo, assinado em uma reunião na manhã de hoje, na sede da Secretaria, em São Paulo (SP), falta apenas estabelecer a criação de uma entidade que representará todos os citricultores paulistas, cujo nome deve ser Unicitrus, Orcitrus ou SP Citrus. A entidade dos produtores deve ser formada por membros da Associação Brasileira de Citricultores (Associtrus), da Sociedade Rural Brasileira (SRB) e da Federação de Agricultura do Estado de São Paulo (Faesp), além de citricultores independentes. A nova entidade indicará o representante dos produtores no Consecitrus. "Independentemente das questões burocráticas, o Consecitrus já começa a atuar e uma primeira reunião para decidir a metodologia de trabalho será realizada no próximo dia 8 de novembro", afirmou Sampaio. A indústria será representada pela Associação Nacional dos Exportadores de Sucos Cítricos (CitrusBR), que reúne as quatro grandes indústrias do setor - Cutrale, Louis Dreyfus Commodities, Citrosuco e Citrovita. As duas últimas já anunciaram a fusão e a criação da maior empresa do setor. A expectativa do setor, que tem em São Paulo a maior região produtora de laranja e de suco do planeta, é que até o próximo ano seja estabelecida a fórmula de remuneração do citricultor. Pelas negociações prévias, em vez de receber por caixa, o produtor deve ser pago pela quantidade de açúcar, ou sólidos solúveis, que a fruta entregue à indústria tiver, como já é feito na cana-de-açúcar. Assim como na cana, o valor do açúcar contido na fruta será definido mensalmente de acordo variáveis de preços, principalmente o preço de venda da bebida no mercado internacional. O Brasil é o maior exportador de suco do mundo, com uma cadeia que movimenta cerca de US$ 2 bilhões por ano.

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