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Empresa do grupo Odebrecht se comprometeu a injetar R$ 307 milhões nas unidades de açúcar e álcool até setembro de 2011

José Carlos Grubisich, presidente da ETH, no dia do anúncio do acordo com a Brenco, em fevereiro
AE
José Carlos Grubisich, presidente da ETH, no dia do anúncio do acordo com a Brenco, em fevereiro
A ETH Bioenergia, empresa de açúcar e álcool do grupo Odebrecht, apresentou prejuízo de R$ 168 milhões no ano fiscal encerrado em abril de 2010, segundo informações publicadas pela empresa neste fim de semana. Os resultados sofrem o efeito da absorção da Brenco.

O prejuízo representa o dobro das perdas que a empresa que faz parte das companhias controladas pelo grupo teve nos 12 meses encerrados em abril de 2009. No exercício anterior, o prejuízo foi de R$ 85 milhões. Os prejuízos acumulados chegam a R$ 253 milhões.

A receita líquida da ETH chegou a R$ 68 milhões no ano fiscal, acima dos R$ 60 milhões do exercício anterior.

O grupo ETH anunciou em fevereiro acordo para comprar o controle da Brenco, por um valor não revelado na época. A Brenco havia sido criada por Philippe Reichstul, ex-presidente da Petrobras no governo Fernando Henrique Cardoso, mas nunca deu lucro.

Valor da negociação

Mas agora os dados do balanço indicam que a ETH se comprometeu a injetar R$ 307 milhões para concluir a construção de unidades de produção de açúcar e álcool da Brenco até setembro de 2011. Em 30 junho, um aporte de R$ 75 milhões já havia sido concluído.

A empresa assumiu quatro unidades da Brenco - todas em construção no Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Goiás. Segundo informações do balanço, a unidade de Morro Vermelho deve entrar em operação neste mês de agosto, a unidade de Alto Taquari em novembro e as outras duas em 2011 e 2012.

Além disso, a ETH vai assumir o passivo financeiro da Brenco. Em 30 de abril, os passivos de curto prazo da empresa superavam R$ 400 milhões os ativos.

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) emprestou R$ 1,1 bilhão para os projetos de construção de usinas de açúcar e álcool. Mas o banco deu prazo de três anos de carência para o pagamento do principal e de juros do empréstimo liberado pelo banco.

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