A oferta de US$ 38,6 bilhões feita pela BHP Billiton à empresa canadense Potash Corp

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A oferta de US$ 38,6 bilhões feita pela BHP Billiton à empresa canadense Potash Corp., maior produtora de fertilizantes do mundo, foi recusada, mas revela uma aposta agressiva de que as economias em desenvolvimento vão elevar a demanda por alimentos nos próximos anos, afirma o Wall Street Journal. De acordo com projeções da Organização das Nações Unidas (ONU), a população mundial deverá crescer em 57 milhões de pessoas por ano entre 2000 e 2050, chegando a 8,9 bilhões de indivíduos. A urbanização crescente, mais o aumento da renda, exigirão um aumento de 70% na produção agrícola global. A BHP conta que China, Índia e outros países de rápido crescimento precisarão produzir mais alimentos para manter independência de fornecedores externos. "É uma aposta de que os alimentos continuarão a ser algo precioso", disse Emerson Nafziger, professor de economia da Universidade de Illinois. O gerente executivo da Federação das Indústrias de Fertilizantes da Austrália, Nick Drew, ressalta o aumento do interesse de grandes corporações pelos setores agrícola, de alimentação e fertilizantes. Além do crescimento vegetativo da população global e da renda, ele cita a escassez de terra arável provocada pela degradação ambiental e pela urbanização, que tornará ainda mais necessário elevar a produtividade das lavouras, onde entra o uso mais intenso de fertilizantes. Recusada pela direção da Potash, a oferta da BHP será levada aos acionistas da empresa, tornando-a hostil. O lance deve iniciar uma disputa pelo destino da Potash. Analistas especularam se as mineradoras rivais da BHP, a brasileira Vale e a anglo-australiana Rio Tinto, poderiam entrar na disputa. A Vale, que recentemente comprou ativos de fertilizantes por US$ 3,8 bilhões, não quis comentar o assunto. A Rio Tinto não respondeu os pedidos de entrevista do jornal americano.

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