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No Maranhão, antigos donos retomam frigorífico do Grupo Arantes

Ribeirão Preto, SP, 20 - O frigorífico Vale do Tocantins, localizado em Imperatriz (MA) e adquirido pelo Grupo Arantes em 2007 por R$ 27,4 milhões, foi retomado judicialmente hoje pelos antigos donos, os empresários Jair Moretti e João Matioli, de São José do Rio Preto (SP). A decisão de reintegração de posse foi tomada ontem pelo juiz Luiz Fernando Dal Poz, da 7ª Vara Cível do município paulista, onde fica a sede do Arantes.

AE |

Ribeirão Preto, SP, 20 - O frigorífico Vale do Tocantins, localizado em Imperatriz (MA) e adquirido pelo Grupo Arantes em 2007 por R$ 27,4 milhões, foi retomado judicialmente hoje pelos antigos donos, os empresários Jair Moretti e João Matioli, de São José do Rio Preto (SP). A decisão de reintegração de posse foi tomada ontem pelo juiz Luiz Fernando Dal Poz, da 7ª Vara Cível do município paulista, onde fica a sede do Arantes. A companhia frigorífica está em processo de recuperação judicial, cujo plano foi aprovado pelos credores em fevereiro deste ano, após vários meses de negociação, pelo juiz da 8ª Vara Cível de São José do Rio Preto, Paulo Furlan Maluf. Mesmo assim, os donos do Vale do Tocantins conseguiram, por meio de uma ação judicial, retomar a unidade. Logo após conseguir a reintegração de posse, Walter Garcia, advogado dos empresários que está em Imperatriz, disse, por telefone, que a situação da unidade "está pior do que poderia imaginar, parece um filme de terror". Segundo ele, a planta, com capacidade de abate de 700 a 850 bovinos por dia, está fechada há meses, com mato alto, sem água e sem energia elétrica e com apenas um vigia, que não recebe pagamento desde abril. "Para se ter uma ideia do abandono, na sala da diretoria há uma casa grande de cupins." Garcia relatou ainda que o Vale do Tocantins precisará de, no mínimo, dois meses para ser reestruturado antes de voltar a funcionar. "Os cerca de 430 funcionários demitidos não tiveram seus direitos pagos e todos entraram com ações na Justiça do Trabalho", afirmou o advogado. Ainda segundo ele, além da necessidade de recontratar trabalhadores, a retomada do abate na unidade depende ainda do pagamento de impostos, contas atrasadas e da obtenção de novas licenças de funcionamento. Já o advogado do Grupo Arantes responsável pelo caso, Rodrigo Spolon, afirmou que a companhia vai entrar com um pedido ao próprio juiz Dal Poz para que ele reconsidere a decisão, bem como impetrará um recurso no Tribunal de Justiça (TJ) do Estado de São Paulo. "Entendemos que não é de competência dele (Dal Poz) tratar sobre o patrimônio da companhia, e sim do juiz que cuidou da recuperação judicial (Maluf)", explicou Spolon. O advogado do Arantes confirmou que a unidade em Imperatriz estava fechada, mas negou o abandono do frigorífico. "Não é verdade que estava abandonado, nós tínhamos funcionários lá", disse Spolon.

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