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Frango: Turra espera que UE volte atrás antes de disputa na OMC

O presidente da União Brasileira de Avicultura confirmou que entregará o pedido de abertura de painel na entidade contra a UE

AE |

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O presidente da União Brasileira de Avicultura (Ubabef), Francisco Turra, se disse esperançoso de que a União Europeia recue e restabeleça as antigas regras de importação de frango antes de o Brasil tomar uma ação mais firme contra o bloco na Organização Mundial do Comércio (OMC). Ele confirmou que entregará nesta quinta-feira o pedido de abertura de painel na entidade contra a UE. "Mas isso não significa que não possa haver uma negociação paralela com a retomada dos europeus", disse à "Agência Estado" após participar de reunião com representantes dos Ministérios da Agricultura e das Relações Exteriores, em Brasília, para tratar de abertura de mercados.

"Por que não fizeram isso também com as carnes bovina e suína? Porque querem proteger seus produtores por causa da crise financeira, e isso não aceitamos", disse. O setor reclama da nova legislação do bloco no que se refere ao conceito de carne fresca e suas preparações.

A UE alterou definições da carne fresca e proibiu a utilização de carne salgada de frango nas preparações. "Eles dizem agora que não aceitam que o produto congelado, que é o importado, seja reprocessado e congelado novamente", explicou Turra. De acordo com ele, o Brasil já buscou informações em todos os órgãos internacionais sobre o tema e não detectou nenhum problema relacionado à saúde com esse processo. "É uma desculpa", resumiu.

A questão, segundo ele, é que 100% do frango exportado pelo Brasil para a União Europeia é congelado. As novas regras foram aprovadas em setembro de 2009 e passaram a vigorar em maio deste ano. Segundo a Ubabef, isso significa uma barreira à exportação de 200 mil toneladas de carne de frango brasileira por ano para a Europa, ou o equivalente a US$ 450 milhões. Além disso, a elevação da tarifa de importação para oito linhas de carne de frango também preocupa o setor.

Segundo Turra, o documento a ser entregue ao Ministério de Relações Exteriores se baseia em estudo técnico que comprova que as novas regras podem violar acordos comerciais no âmbito da OMC, privilegiando a compra do frango produzido no continente europeu em detrimento do produto de outras regiões, como o Brasil, principal fornecedor do bloco.

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