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Fetag avalia proposta da Doux e a discute com agricultores

São Paulo, 7 - A Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Estado do Rio Grande do Sul (Fetag) elaborou um parecer jurídico sobre a proposta da Doux Frangosul para pagamento dos débitos devidos aos produtores integrados de frangos e suínos e o apresentou aos sindicatos de trabalhadores rurais

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São Paulo, 7 - A Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Estado do Rio Grande do Sul (Fetag) elaborou um parecer jurídico sobre a proposta da Doux Frangosul para pagamento dos débitos devidos aos produtores integrados de frangos e suínos e o apresentou aos sindicatos de trabalhadores rurais. Os atrasos no pagamento chegam a 100 dias e, embora não exista um levantamento total da dívida da companhia para com os seus fornecedores, há casos de criadores e produtores que esperam pagamento de até R$ 220 mil. Na última sexta-feira (1), a Doux apresentou uma proposta à Fetag. Na própria sexta-feira, a Doux havia informado que na proposta, construída em conjunto com instituições "parceiras" financeiras, "os produtores integrados terão os valores disponíveis em sua conta bancária logo após a entrega de contrato de crédito, garantido pela Doux Frangosul". Segundo o presidente da Fetag-RS, Elton Weber, o produtor tomaria um empréstimo bancário, por meio de uma cédula de financiamento, no valor total que tem a receber da empresa. A Doux, por sua vez, seria a avalista e a garantidora da operação e também a responsável pela quitação do empréstimo junto ao banco. "Esse é um tipo de operação que a empresa faz quando o produtor quer investir no aviário, por exemplo", explicou Weber, em entrevista à Agência Estado. "O melhor mesmo seria a empresa pagar os débitos com seu próprio dinheiro, mas nosso jurídico avaliou que parece ser uma boa alternativa para aqueles que precisam imediatamente do capital. Entretanto, há riscos", disse. No caso de a Doux não quitar o empréstimo, o produtor pode ser acionado para pagar o financiamento, ainda que a empresa seja garantidora e avalista. "Mas se a empresa não pagar, a mesma também pode entrar na lista do Serasa e do Cadin, da Secretaria de Fazenda", declarou. O parecer jurídico foi apresentado ontem de manhã para sindicatos dos trabalhadores rurais e representantes dos avicultores e suinocultores da região que são fornecedores da Doux. "Não cabe a nós dizermos se o agricultor deve aceitar a proposta ou não. O que fizemos foi um esclarecimento para um melhor entendimento do acordo", declarou Weber. "Não quer dizer que as nossas conversas com a empresa acabaram. Já sabemos que alguns agricultores aceitaram e outros não. Não vamos parar de continuar negociando com a empresa e defendendo o que é melhor para todos", completou.

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