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Carne: resultado de exames para detectar resíduo sai em 3 semanas

Brasília, 27 - Daqui a três semanas o Brasil apresentará aos Estados Unidos o resultado final de quase 500 exames feitos na carne bovina brasileira para constatar que o uso da ivermectina no gado nacional está dentro dos padrões americanos

AE |

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Brasília, 27 - Daqui a três semanas o Brasil apresentará aos Estados Unidos o resultado final de quase 500 exames feitos na carne bovina brasileira para constatar que o uso da ivermectina no gado nacional está dentro dos padrões americanos. De acordo com o presidente da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne (Abiec), Otávio Cançado, a primeira rodada, feita em um total de 152 amostras, já assegura com confiança de 99% que o nível do vermífugo encontrado na carne é inferior a 2%, padrão que já é aceito por aquele importador. Também já foi realizada a segunda etapa de análises, que contou com 78 amostras. O resultado ainda não é conhecido. Além disso, está prevista uma terceira rodada, feita em mais 230 exames - ao todo, são 460 amostras. O ritmo de apuração é recorde, segundo Cançado, porque um processo como este é feito em dois ou três anos. "Mostraremos aos americanos, de forma científica, que não foi encontrada nenhuma violação", disse. O resultado final das análises, que são realizadas por meio de uma parceria entre o Ministério da Agricultura e o setor privado, deve ser conhecido em duas ou três semanas, de acordo com ele. Missão americana O estopim do problema foi o excesso do vermífugo ivermectina contido na carne bovina enlatada exportada para aquele País, em 14 de maio. Por uma decisão do governo brasileiro, as vendas foram suspensas, mas agora quem quer comprovar se os níveis do produto estão dentro dos padrões são os americanos, que virão ao Brasil, a partir da próxima terça-feira, para constatar de perto se houve avanços. A expectativa é a de que, durante a missão americana ao Brasil, que termina no dia 22 de setembro, o país ainda não dê o aval para a retomada das exportações brasileiras. "O máximo que podem nos dar durante a visita são indicativos", considerou o presidente da Abiec. A intenção com esse trabalho é a de garantir aos importadores que o problema detectado em maio foi um caso isolado em uma só companhia, a JBS, e que a situação está sob controle. "Queremos mostrar que não se trata de um problema sistêmico", disse Cançado. Este foi justamente o termo usado pelo administrador do Serviço de Inspeção e Segurança Alimentar do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA, em inglês), Al Amanza. Para o presidente da Abiec, a solicitação da organização não-governamental (ONG) americana Food and Water Watch de retirar o Brasil da lista dos países com aprovação automática de exportação de produtos de carne e desconsiderar Santa Catarina como Estado livre de febre aftosa sem vacinação é apenas uma forma de pressão. Ele lembrou que a produção de bovinos no Estado é pequena. A decisão afetaria mais a área de suínos, que por sua vez, não detectou nenhum tipo de problema sanitário.

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