Brasília, 23 - O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) votou hoje pelo não conhecimento da ação do contrato de fornecimento de glifosato firmado entre os grupos Monsanto e Dow AgroSciences

Brasília, 23 - O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) votou hoje pelo não conhecimento da ação do contrato de fornecimento de glifosato firmado entre os grupos Monsanto e Dow AgroSciences. A manifestação pelo não conhecimento significa que o órgão não avalia como necessário seu julgamento sobre a questão. Pelo contrato, a Monsanto se compromete a fornecer o produto a outra empresa. A alegação do conselheiro-relator do caso, Carlos Ragazzo, foi a de que o negócio não se caracteriza como um ato de concentração, segundo informações da assessoria de imprensa do Cade. Além disso, o Cade avaliou que, como sequer se trata de um contrato de exclusividade, o que poderia caracterizar prejuízo para a concorrência, não há motivo para o órgão se posicionar a respeito da questão. Há um mês, a Câmara de Comércio Exterior (Camex) alterou a forma de cobrança do direito antidumping sobre as importações brasileiras de glifosato da China, acabando com a sobretaxa de 2,1%. A Camex decidiu estabelecer um preço de referência mínimo de US$ 3,60 por quilo do produto. No caso de importação a um valor inferior, será aplicada uma sobretaxa, que está limitada a US$ 2,52 por quilo. Esse limite representa a diferença entre o valor do mercado do produto chinês e o preço de exportação para o Brasil. Em entrevista à Agência Estado na ocasião, o diretor de assuntos corporativos da Monsanto, Rodrigo Almeida, avaliou a decisão como "um avanço", mas salientou que o valor estipulado pela Camex ficou aquém do ideal para estimular a produção interna. A Monsanto é a única produtora do herbicida no Brasil.

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