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Brasil pode retomar retaliação aos EUA no algodão

Representantes dos dois países voltarão a se encontrar no início de junho; OMC constatou subsídio ilegal dado pelos americanos

AE |

O presidente da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), Haroldo Cunha, mostrou pouco entusiasmo em relação a avanços entre Brasil e Estados Unidos na questão do contencioso do algodão. "Existe a possibilidade de o Brasil voltar à retaliação", disse hoje à "Agência Estado".

Agência Estado
O Brasil é hoje o quinto maior produtor e o quarto maior exportador de algodão do mundo
Representantes dos dois países voltarão a se encontrar no início do próximo mês para tratar de mais detalhes, segundo o embaixador Evandro de Sampaio Didonet. De acordo com ele, as reuniões serão em São Paulo nos dias 1º e 2 de junho. Outros encontros já foram realizados este mês em Washington e Genebra sem que houvesse avanços.

Desde que a Organização Mundial de Comércio (OMC) permitiu ao Brasil impor sanções sobre os Estados Unidos por conta de subsídios concedidos pelo governo norte-americano a seus produtores de algodão, ficou acertado que o prazo de 60 dias para o início das retaliações ficaria suspenso. "Mas se não houver acordo, a retaliação deve voltar a partir do dia 22 de junho", salientou Cunha.

Faz parte da negociação a criação do Instituto Brasileiro do Algodão, que receberá US$ 30 milhões assim que o estatuto da nova organização for aprovado pela parte americana. De acordo com o presidente da Abrapa, essa aprovação deve ocorrer em um ou dois dias, já que o estatuto foi baseado, segundo ele, em um memorando de entendimento publicado pelo Diário Oficial da União (DOU) na semana passada.

Mas se não houver acordo entre as partes, tanto o Instituto quanto o fundo de pesquisa para a produção algodoeira no Brasil bancado pelos Estados Unidos, no valor de US$ 147 milhões, seriam suspensos. Esses recursos serão voltados ao desenvolvimento de pesquisa e aumento da competitividade da cadeia produtiva da cultura.

Fashion

Cunha comentou também que, pela primeira vez, a Abrapa participará do Fashion Rio para lançar o projeto "Algodão - Caminhos do Brasil" no dia 29. "O objetivo é fortalecer a imagem do algodão brasileiro e mostrar que o produto pode ser fashion e não ser só lembrado como tecido de chita", disse o presidente da associação. O Brasil é hoje o quinto maior produtor e o quarto maior exportador de algodão do mundo. "O lançamento do projeto faz parte desta estratégia de marketing de levar o Brasil a divulgar o algodão no exterior e chegar a segundo maior exportador do mundo", considerou Cunha.

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