Ribeirão Preto, 11 - O presidente da Associação Brasileira de Citricultores (Associtrus), Flávio Viegas, manteve hoje as críticas às negociações entre indústrias e produtores para a criação de um conselho que determine novas regras de remuneração da laranja entregue às processadoras, cuja precificação atual é por caixa

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Ribeirão Preto, 11 - O presidente da Associação Brasileira de Citricultores (Associtrus), Flávio Viegas, manteve hoje as críticas às negociações entre indústrias e produtores para a criação de um conselho que determine novas regras de remuneração da laranja entregue às processadoras, cuja precificação atual é por caixa. Segundo Viegas, a Associtrus não tem pressa de aprovar o Consecitrus, como o conselho deve ser chamado. O presidente da Associtrus reafirmou ainda a posição contrária às processadoras de suco e defendeu que os produtores sejam indenizados por supostas "perdas obtidas nos últimos 20 anos pelo processo de cartelização da indústria", disse. Pelas normas discutidas até agora para o Consecitrus, as decisões seriam tomadas por três representantes da indústria, representados pela Associação Nacional dos Exportadores de Sucos Cítricos (CitrusBR) e três dos produtores, um da Associtrus, outro da Federação de Agricultura do Estado de São Paulo (Faesp) e outro da Sociedade Rural Brasileira (SRB). Só que os produtores não conseguem consenso entre eles e admitem a desunião. "Isso nós nunca escondemos", afirmou Viegas. Há 15 dias, a pedido da Faesp, uma reunião que deveria definir detalhes do Consecitrus foi adiada. Toda a negociação é intermediada pelo secretário de Agricultura do Estado de São Paulo, João Sampaio. Ele é procurado pela Agência Estado há uma semana para falar como andam as negociações após o pedido da Faesp, mas não se manifestou.

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