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Arábia Saudita quer investir em agricultura no Brasil

Governo saudita criou fundo de S$ 1 bilhão para ajudar as empresas locais a investir em projetos que garantam alimentos

AE |

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Em busca de assegurar um fornecimento de alimentos confiável no longo prazo, uma delegação de 30 representantes de governo e empresários da Arábia Saudita reúne-se com empresas e governo brasileiros entre hoje e quarta-feira na capital paulista. "Estamos interessados em produzir no Brasil. Esta missão é o início de um processo que, esperamos, tenha sucesso", afirmou o ministro de Agricultura saudita, que lidera o grupo, Fahad Abduralhaman Bal Ghunaim. O Brasil faz parte de um rol de pelo menos 11 países que os sauditas estudam para investir na produção agrícola.

"A Arábia Saudita precisa garantir o fornecimento de alimentos para a população. Há muito interesse em investir na produção de itens que eles importam, como carnes, açúcar, milho, inclusive por meio de joint ventures", afirmou o presidente da Câmara de Comércio ¿?rabe Brasileira, Salim Taufic Schahin. "Estamos muito preocupados com a segurança alimentar", reforçou o ministro Bal Ghunaim.

O governo saudita instituiu um fundo de US$ 1 bilhão para ajudar as empresas locais a investir em projetos que garantam alimentos ao país no futuro. De acordo com o secretário de Relações Internacionais do Agronegócio do Ministério da Agricultura, Célio Porto, esta é a mais importante delegação saudita a visitar o Brasil. O grupo veio a convite do próprio Ministério e da Câmara de Comércio ¿?rabe Brasileira.

Do lado brasileiro, há interesse em atrair investimentos para o agronegócio; do saudita, a meta é garantir comida para um país cuja população deverá crescer 42% nos próximos 20 anos, passando de atuais 26 milhões para 37 milhões de habitantes, segundo dados do governo local. Mas não só. Eles também procuram matérias-primas para processar e revender para outros países.

De acordo com Porto, embora os sauditas queiram comprar terras - o que a legislação brasileira restringe - há também interesse em outros arranjos produtivos. "Mostramos a eles que temos um esquema de financiamento do plantio que independe de compra de terras, como já fazem grandes tradings como ADM e Bunge", disse. "O Brasil tem condições de expandir a produção, mas falta capital. Precisamos de investimento", disse. Outro interesse dos sauditas é gerar matérias-primas que possam ser processadas em seu país e depois exportadas para o mundo.

O projeto faz parte de um programa mais amplo para reduzir a dependência local do petróleo. Neste sentido, a Arábia Saudita tem elevado sua exportação de alimentos processados, que saiu de US$ 518 milhões em 2001 para US$ 2,5 bilhões em 2007. Eles vendem principalmente açúcar, farinha de trigo e óleos vegetais refinados, sucos e produtos de panificação.

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