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Algodão: plantio adensado anima produtor de MT, mesmo com quebra

Cuiabá, 26 - A quebra de safra provocada pela estiagem que atingiu as lavouras de algodão adensado que estavam em fase de desenvolvimento entre março e abril não desanimou os produtores em Mato Grosso, que neste ano realizaram o primeiro plantio do novo sistema de cultivo em escala comercial

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Cuiabá, 26 - A quebra de safra provocada pela estiagem que atingiu as lavouras de algodão adensado que estavam em fase de desenvolvimento entre março e abril não desanimou os produtores em Mato Grosso, que neste ano realizaram o primeiro plantio do novo sistema de cultivo em escala comercial. No Estado, foram cultivados 50 mil hectares adensados, com espaçamento de 45 cm nas entrelinhas, metade do utilizado no sistema convencional. A colheita do algodão adensado ainda está na fase inicial em Mato Grosso, mas os primeiros resultados indicam produtividade na faixa das 200 arrobas por hectare, abaixo das 260 arrobas registradas no ano passado, quando foram realizados testes em 5 mil hectares. A diferença se deve ao clima, que no ano passado foi atípico, com chuvas bem distribuídas ao longo do primeiro semestre. Na opinião do presidente da Associação dos Produtores de Algodão de Mato Grosso (Ampa), Gilson Pinesso, o resultado do primeiro cultivo em escala comercial do algodão adensado foi animador, apesar da quebra da produtividade provocada pela falta de chuvas. A estiagem prejudicou também as lavouras de algodão do sistema convencional, que correspondem à maior parte da área cultivada, e do semi-adensado (espaçamento de 70 cm). A Ampa reduziu sua estimativa de safra para 545 mil toneladas de pluma, em virtude da perda de 100 mil toneladas em relação às projeções iniciais. Um dos fatores que também contribuiu para a quebra de safra de algodão foi o fato de 68% das lavouras terem sido cultivadas a partir de janeiro. Quando a estiagem começou em março as plantas estavam em fase de desenvolvimento vegetativo. Por isso, a expectativa para a próxima safra é de aumento da área cultivada em dezembro. Pinesso diz que o cenário atual torna difícil estabelecer projeções sobre o aumento de área no próximo plantio, por causa da recente retração dos preços do algodão no mercado internacional. Há um mês, quando os preços estavam em alta, a expectativa era de aumento de 20% na área cultivada, dos atuais 420 mil hectares para 510 mil hectares. Ele acredita que mesmo se área total se mantiver estável o cultivo do adensado deve dobrar para 100 mil hectares. Uma das grandes vantagens do sistema adensado é o custo de produção, que fica em torno de US$ 1.300 por hectare, enquanto no sistema convencional os agricultores gastam US$ 2.500. Outro aspecto positivo é o fato de proporcionar o plantio de duas safras, pois o algodão é cultivado na sucessão da colheita da soja. A questão da falta de colheitadeiras apropriadas ao espaçamento do cultivo adensado está sendo resolvida. A Montana, empresa com sede em São José dos Pinhais (PR), na região metropolitana de Curitiba, está com duas máquinas em demonstração em Mato Grosso e planeja fabricar 50 colheitadeiras neste ano.

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