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Brasília, 31 - O Brasil deve aproveitar a intenção russa de integrar a Organização Mundial do Comércio (OMC) este ano como moeda de troca para mudar definitivamente o esquema de importação de carnes por aquele país

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Brasília, 31 - O Brasil deve aproveitar a intenção russa de integrar a Organização Mundial do Comércio (OMC) este ano como moeda de troca para mudar definitivamente o esquema de importação de carnes por aquele país. A avaliação é do presidente da Associação Brasileira da Indústria Produtora e Exportadora de Carne Suína (Abipecs), Pedro de Camargo Neto. Há 17 anos, a Rússia tenta ser um dos membros da OMC e, para atingir seu feito, precisa da concordância de todos os países que já compõem o organismo internacional, inclusive o Brasil. "É a hora do Brasil", resumiu. Hoje, negociadores dos dois países voltaram ao tema, durante teleconferência realizada na parte da manhã. O que ficou acertado, de acordo com o Itamaraty, foi que a Rússia apresentará uma proposta nova sobre a situação no próximo mês. Atualmente, o país possui um sistema de cotas, que privilegia a importação de carnes da União Europeia e dos Estados Unidos. O Brasil participa do sistema em conjunto com outros países. O que se exporta fora dessa cota é sobretaxado em até 95%, levando o produto a chegar a um preço inviável ao consumidor. O que o Brasil deixou claro hoje, na teleconferência, é que mantém a posição apresentada pela primeira vez em 2005: a de querer um regime único de tributação de importação do produto. "Esta é uma questão muito antiga", comentou Camargo Neto. Para ele, no entanto, o Brasil precisa ter um tratamento mais condizente com a sua posição de maior exportador de carnes mundial. "Está na hora da Rússia parar de conceder privilégios para os EUA e a União Europeia", disse. "Privilégio é coisa do passado e é hora de limpar a mesa", continuou.

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