Embrapa chega aos 40 anos e investe em novas parcerias tecnológicas

Por iG São Paulo - Marília Carrera | - Atualizada às

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Para presidente da entidade, momento é ideal para incorporar "inteligência estratégica"

Divulgação
Lopes, presidente da Embrapa: tecnologia ajuda no melhor aproveitamento de recursos

A Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária) comemorou na noite desta quarta-feira (24) seus 40 anos com um evento realizado na sede da instituição, em Brasília (DF). Participaram do encontro a ministra-chefe da Casa Civil, Gleisi Hoffmann (como representante da presidente Dilma Rousseff), e o ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Antônio Andrade.

“Foi o momento para a Embrapa agradecer suas parcerias e mostrar para o mundo que ela está ligada e conectada. Nós nos preocupamos com o futuro, mas temos os pés no chão”, afirma Maurício Antônio Lopes, presidente da Embrapa, em entrevista ao iG.

O evento também serviu para o lançamento de uma série de parcerias. Uma delas, entre a R3zis e o Canal Rural, terá o apoio do iG. O primeiro passo deste projeto é o software Web-Agritec, que tem o objetivo de mapear e acompanhar toda a produção agrícola nacional.

Segundo Lopes, as novas plataformas informatizadas são essenciais para a coleta e divulgação de informações. Com elas, torna-se possível fazer a análise dos dados e estabelecer prioridades, o que permite uma utilização melhor dos recursos da empresa.

“As parcerias com os portais e as instituições que investem em novas tecnologias de informação e conhecimento são fundamentais para o desenvolvimento da pesquisa. A Embrapa quer usar essas ferramentas para dinamizar todas as suas atividades”, afirma.

Outro momento importante do evento foi o anúncio do Sistema Agropensa, ferramenta de auxílio à inovação e ao desenvolvimento de pesquisas no setor agrícola. A Embrapa tem buscado incorporar o conceito de inteligência estratégica e o programa servirá para “monitorar e mensurar nossos possíveis obstáculos”, diz Lopes.

De acordo com o presidente, apesar das pesquisas reconhecidas internacionalmente, a Embrapa ainda conta com uma série de desafios pela frente, como a discussão do Código Florestal, a segurança nutricional dos alimentos, a redução na emissão de gases poluentes, a utilização racional dos recursos naturais e a automação da agricultura.

“Precisamos incorporar o conceito de inteligência estratégica e investir em capacitação e treinamento de profissionais, para que cientistas possam fazer coisas novas de uma maneira
mais rápida e eficiente”, destaca.

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