China pode ter que cortar importações de soja até fevereiro, diz consultoria

Motivo seriam os estoques apertados; contínua tendência de grandes compras do gigante asiático poderia elevar novamente os preços cotados em Chicago

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A China pode ter que reduzir suas imensas importações de soja até fevereiro de 2013 devido a estoques apertados e uma contínua tendência de grandes compras do gigante asiático poderia elevar novamente os preços cotados em Chicago, afirmou a consultoria Oil World nesta terça-feira.

"As exportações mundiais de soja sofrerão uma queda sem precedentes em setembro de 2012/fevereiro de 2013", disse a consultoria. "No momento, nós prevemos exportações de 38 milhões de toneladas, uma mínima de quatro anos, com impressionantes 4,8 milhões de toneladas a menos em comparação com o ano anterior."

Os futuros da soja atingiram uma máxima recorde em 4 de setembro, após uma forte seca atingir as lavouras dos EUA, após uma fraca colheita do grão na América do Sul no início do ano.

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Os preços da soja recuaram do pico atingido, mas o mundo enfrenta um cenário de pouca oferta até que as novas safras do Brasil e da Argentina entrem no mercado global em meados de março de 2013.

"Isso vai exigir um racionamento da demanda, em especial da China, maior importador mundial de grãos de soja", afirmou a Oil World.

No entanto, as importações chinesas em setembro de 2012 ainda estavam subindo, a 5 milhões de toneladas, uma alta de 0,8 milhão de toneladas ante setembro de 2011, acrescentou.

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"Mas enormes reduções ano a ano nas importações chinesas devem ser inevitáveis entre outubro/2012 e fevereiro/2013, resultando em uma considerável queda nos estoques chineses de grãos de soja", disse a consultoria.

O momento e o volume das exportações de soja dos EUA para a China serão fatores determinantes para o preço, que devem ser observados pelos próximos meses, disse a Oil World.

"A falta de racionamento das importações chinesas pode desencadear uma nova aceleração dos preços da soja na CBOT (bolsa de grãos de Chicago) e no mercado mundial", afirmou.

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