Alimentos deverão atingir preços recordes  em 2013

Secas em áreas produtoras e falta de estoques de insumos devem fazer carne bater preço recorde e gerar mais uma crise alimentar, diz Rabobank

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Os preços globais dos alimentos devem atingir níveis recordes em 2013 devido à seca em áreas produtoras ao redor do mundo e aos estoques apertados de culturas intensivas de alimentação, como a dos grãos, afirmou nesta quarta-feira o Rabobank. Segundo o banco, essa situação deve se traduzir em preços elevados principalmente para a carne, seja bovina, suína ou ovina.

O índice de preços de alimentos das Nações Unidas, que mede a variação mensal dos preços internacionais de uma cesta de commodities alimentares, pode subir 15% e atingir 243 pontos até o fim de junho de 2013. Esse número seria superior ao recorde de 238 pontos verificado em fevereiro de 2011.

No mês passado, o índice atingiu 213 pontos. Os temores são de que ocorra uma nova crise alimentar no mundo, a terceira em apenas quatro anos. Para Luke Chandler, chefe global em pesquisas de commodities agrícolas do Rabobank, "o impacto da alta dos preços (da carne) deverá ser menor para consumidores mais pobres, que devem trocar o consumo de proteína animal por grãos como arroz e trigo".

Já "em economias desenvolvidas, principalmente nos Estados Unidos e na Europa, onde a elasticidade de preços entre carne e milho é baixa, o efeito da alta dos grãos será sentido por mais tempo". O Rabobank disse ainda que a pressão inflacionária sobre os alimentos só não é maior por conta do fraco crescimento econômico mundial, dos preços mais baixos para a energia e dos custos reduzidos com frete. Produtores de carne ao redor do mundo foram prejudicados neste ano pela escalada dos preços dos grãos, em especial milho e farelo de soja, dois dos insumos mais utilizados em ração animal. As informações são da Dow Jones.

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