Os representantes da indústria química vão propor ao governo a ideia de um pacto nacional para o desenvolvimento do setor. A meta é fazer com que as empresas que produzem químicos no País aumentem sua participação no cenário global.

Atualmente, a indústria química brasileira ocupa a nona posição entre os maiores produtores mundiais, e a proposta é que ela alcance a quinta colocação em poucos anos.

A sugestão será encaminhada nesta manhã de sexta-feira pelo presidente da Associação Brasileira da Indústria Química (Abiquim), Bernardo Gradin, que também preside a Braskem, maior petroquímica brasileira, ao presidente do Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Luciano Coutinho. A reunião acontece em São Paulo, durante o encontro anual da Abiquim.

Entre as propostas, segundo apurou o iG, a indústria sugere a adoção de "estímulos" ao uso do gás natural a ser fornecido pela Petrobras, de forma a fortalecer o desenvolvimento da cadeia química.

O interesse da indústria é que a Petrobras se envolva nos projetos do setor neste momento em que as regras para exploração das reservas do pré-sal estão sendo definidas. Desde o início do ano, a Abiquim tem defendido incentivos na oferta e na definição do preço das matérias-primas para produção de químicos.

A indústria química brasileira representa 11,2% do PIB da indústria de transformação, o terceiro maior segmento. No entanto, o setor acumula um forte déficit comercial, principalmente em razão do alto volume de importação na cadeia de fertilizantes e intermediários usados pela indústria farmacêutica.

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