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Com o mote "Chega de Engolir Sapo", federação mantém sapo inflável de cinco metros de altura em frente à sua sede na cidade de São Paulo

Brasil Econômico

Paulo Skaf, presidente da Fiesp, lembrou de campanha
Divulgação/Fiesp
Paulo Skaf, presidente da Fiesp, lembrou de campanha "Não Vou Pagar o Pato", iniciada em setembro de 2015

A Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo) lançou nesta terça-feira (13) uma campanha contra os juros cobrados de empresas e consumidores no Brasil. Também realizada pela Ciesp (Centro das Indústrias do Estado de São Paulo), a campanha é simbolizada por um sapo inflável e o mote "Chega de Engolir Sapo".

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O sapo inflável tem 5 metros de altura e foi colocado na sede da Fiesp , na Avenida Paulista, em São Paulo. Segundo Paulo Skaf, presidente da federação, o ato envolve empresários e entidades de diversos setores, nos nívels municipal, estadual e federal. "O sapo inicia hoje sua carreira, seu trabalho, sua missão", disse.

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Segundo ele, apesar da redução da Selic, a taxa básica de juros da economia, os consumidores seguem pagando altas taxas aos bancos. Para convencer as pessoas, a campanha espalha um texto comparando os juros da poupança com os do cheque especial.

Segundo a Fiesp e Ciesp, uma pessoa que depositou R$ 100 na poupança há dez anos, teria pouco mais de R$ 198 e, 2018. Quem usou o mesmo valor no cheque especial teria, de acordo com a campanha, uma dívida de mais de R$ 4 milhões. A federação pretende espalhar a mensagem com adesivos, camisetas, panfletos e publicações nas redes sociais.

Para divulgar campanha, a Fiesp utilizará os sapos, adesivos, panfletos e publicações nas redes sociais
Divulgação/Fiesp
Para divulgar campanha, a Fiesp utilizará os sapos, adesivos, panfletos e publicações nas redes sociais

Ao lançar o ato, Skaf lembrou da campanha "Não Vou Pagar o Pato", inicada em setembro de 2015. Na ocasião, a federação protestava contra a proposta de aumento de impostos e a recriação da CPMF (Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira), mas acabou contribuindo com o impeachment da presidente Dilma Rousseff em agosto de 2016.

Taxas de juros

No início de fevereiro, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central reduziu a Selic para 6,75% ao ano, que chegou em seu menor nível na história. Em fevereiro de 2017, o índice estava em 13% ao ano. Entretanto, outras taxas do mercado, não tiveram quedas na mesma proporção. O cheque especial, por exemplo, terminou janeiro em 324,7%, com queda de 3,6 pontos percentuais.

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A taxa de juros para quem paga o valor mínimo caiu 191,1 pontos em relação a janeiro de 2017, mas ainda assim ficou em 241% ao ano no primeiro mês de 2018. "Juros altos diminuem o investimento das empresas, afastam as famílias de seus sonhos e emperram o crescimento do país. O crédito a preço justo é uma demanda inadiável", defendeu o presidente da Fiesp.

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