Fiscalização encontra más condições de trabalho no Rock in Rio

Por iG São Paulo | - Atualizada às

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MPT-RJ e MTE constataram cerca de 15 empregados terceirizados dormindo sobre papelões em local inapropriado

O Ministério Público do Trabalho no Rio de Janeiro (MPT-RJ) e o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) flagraram, nesta sexta-feira (25), alojamentos irregulares de trabalhadores no Rock in Rio.

Desde o início do festival, foram encontradas também irregularidades em contratos trabalhistas
Divulgação/I Hate Flash
Desde o início do festival, foram encontradas também irregularidades em contratos trabalhistas

Cerca de 15 empregados terceirizados dormiam sobre papelões, com roupa de cama particular e em meio a materiais de limpeza e restos de comida. O local, na sede administrativa do evento, foi cedido à empresa de limpeza Garrana para a guarda de utensílios. Além disso, foi verificado que eles também cumpriam jornada de trabalho acima do combinado em contrato, em turnos sucessivos.

Outras irregularidades

As ações de fiscalização realizadas em conjunto pelo MPT-RJ e o MTE no festival tiveram início na última semana. No primeiro fim de semana do evento, foi verificado que a cooperativa contratada para coleta seletiva de resíduos utilizava trabalhadores avulsos para realizar o serviço, mediante o pagamento de diárias.

Segundo procuradores e auditores, a cooperativa Socitex contratou trabalhadores de forma irregular para exercer atividade-fim, agindo como mera intermediadora de mão de obra. Os trabalhadores avulsos recebiam diárias fixas e não participavam das decisões da cooperativa.

Após reunião da equipe com a organização do evento e a realização de audiência no MPT, a empresa Rock World, que promove o festival, comprometeu-se a contratar todos os trabalhadores da cooperativa de forma direta e regularizar toda situação até o final do evento.

Em nota, a assessoria do festival divulgou que "todos os esforços são feitos pela organização para que as condições de trabalho e segurança dos milhares de empregados dessas empresas sejam garantidas, disponibilizando, inclusive, espaço adequado para que a fiscalização do Ministério do Trabalho. A organização desconhecia os fatos narrados relativos à empresa de limpeza Garrana e está colaborando com a fiscalização."

*Com informações do MPT-RJ

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