Casal encontra verme vivo em leite condensado da Nestlé e é indenizado

Por iG São Paulo | - Atualizada às

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Produto seria usado no preparo de brigadeiros para a festa infantil da filha do casal; empresa foi condenada em R$ 6 mil

A Nestlé perdeu um recurso na Justiça do Rio Grande do Sul e terá de indenizar um casal que encontrou um objeto estranho em uma caixa de leite condensado da marca Moça. A informação é do site do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul (TJ-RS). A multinacional terá de pagar uma indenização de R$ 3 mil a cada vítima, Angela Maria Bieger Fernandes e Eduardo Jorge Fernandes.

Casal comprou leite moça, da Neslté, para fazer brigadeiro; embalagem tinha verme vivo. Foto: Reprodução/FacebookA jornalista Crislaine Coscarelli encontrou um pequeno flaconete – recipiente de plástico, que acompanha determinados medicamentos que necessitam ser solvidos em líquidos. Foto: Reprodução FacebookConsumidora de Alagoas encontrou larvas vivas em uma barra de chocolate Talento, da Garoto. Foto: Reprodução site Tenébrio MolitorRATO EM PIPOCA – Mãe e filho receberam R$ 10 mil em Minas Gerais por encontrar um rato morto em um pacote de pipoca doce. Foto: ThinkstockJustiça de Minas condenou engarrafadora da Coca-Cola a pagar multa de R$ 665.623,33 depois que consumidor encontrou algo parecido com um palito em uma embalagem plástica . Foto: ReproduçãoPerereca encontrada em refrigerante gerou indenização de R$ 5 mil. Foto: Trond LarsenConsumidor encontra corpo estranho que parece uma camisinha em chá . Foto: ReproduçãoCIGARRO EM REFRIGERANTE – Há cerca de um ano, uma mulher foi recompensada em R$ 8 mil por ter encontrado o objeto dentro de uma garrafa da bebida. Foto: ThinkstockPREGO EM CROISSANT – A rede de supermercados Zaffari foi condenada a indenizar um cliente em R$ 2 mil após ele encontrar um prego em seu croissant de calabresa. Foto: ThinkstockBARATA EM LANCHE – Em Fortaleza, o McDonald's foi condenado a pagar R$ 15 mil a uma mulher que encontrou pernas e asas de barata em seu cheeseburguer. Foto: ThinkstockVIDRO EM OVO DE PÁSCOA – A Nestlé foi condenada a indenizar em R$ 12 mil duas crianças que cortaram a boca ao ingerir o produto. Foto: ThinkstockUNHA EM BOLACHA – Uma consumidora venceu na Justiça paulista o direito a indenização por danos morais após encontrar um pedaço de unha no recheio de uma bolacha. Foto: ThinkstockMOSCA NO SALAME – A rede de supermercados Bistek foi obrigada a pagar R$ 20 mil a um homem que ofereceu fatias do produto contaminado pelo inseto a clientes de seu café. Foto: ThinkstockCARNE NA MARGARINA – Uma nutricionista processou uma marca de margarina após encontrar um pedaço de carne no produto, ao fazer uma receita. Foto: ThinkstockPAPEL DE BALA EM BEBIDA – Um homem recebeu R$ 6,6 mil da fabricante do guaraná Kuat após deparar-se com o objeto estranho em seu refrigerante. Foto: ThinkstockLARVAS EM BROA DE MILHO – Um supermercado paulista teve que pagar R$ 9,3 mil a uma cliente que ingeriu metade da criatura ao consumir o produto. Foto: Thinkstock


Segundo relato do casal, o leite condenado seria usado para fazer brigadeiros para a festa de aniversário da filha. Quando o conteúdo de uma das caixinhas de Leite Moça foi despejado em uma embalagem de vidro, a consumidora um verme verde, com cerca de um centímetro de comprimento, ainda vivo e se mexendo. 

A empresa foi procurada pelo casal, que concordou com a troca dos produtos só depois de muita insistência, segundo o processo. A substituição demorou porque o casal não aceitou o leite condensado do mesmo lote, por isso foi pedida uma indenização por danos morais.

A multinacional suíça alegou que seria impossível que o produto estivesse contaminado. Além disso, a Nestlé alegou a incompetência do Juizado Especial diante da necessidade de prova pericial.

De acordo com a ação, o juiz responsável pelo caso decidiu que não seria possível fazer a perícia, pois tratava-se de um artigo perecível. A perícia foi considerada desnecessária porque foram apresentadas fotos mostrando a existência do objeto estranho no produto e a nota fiscal que comprovou a compra. As provas, segundo o site do TJ-RS, não foram impugnadas pela fabricante.

Recurso apresentado pela multinacional

Os juízes das Turmas Recursais, segundo o site do TJ, afastaram a hipótese de incompetência do Juizado e consideraram que a presença de corpo estranho no alimento era incontestável. Para a relatora do caso, a juíza Marta Borges Ortiz, cabia a empresa fazer a análise e apresentar o laudo técnico do produto.

Em nota, a Nestlé afirmou que tem como política não comentar decisões judiciais e ressaltou que a qualidade de seus produtos é uma prioridade inegociável. "Nosso processo produtivo utiliza exclusivamente matérias-primas de alta qualidade e de origem comprovada, uma vez que nossos fornecedores são criteriosamente selecionados. Além disso, nossos equipamentos são de alta tecnologia, desenvolvidos para impossibilitar qualquer risco de contaminação dos produtos, que passam por um severo controle de qualidade em todas as etapas do processo de fabricação", disse a empresa.

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