EUA destacam OGX, de Eike Batista, como maior caso da América Latina

Por Agência Estado |

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Pedido de recuperação judicial da petroleira é destaque nos principais jornais americanos

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Capa da Bloomberg Businessweek, de 3 de outubro de 2013, havia ironizado declínio de Eike Batista

O pedido de recuperação judicial da petroleira OGX, do empresário Eike Batista, é destaque na tarde desta quarta-feira (30) nos dois maiores jornais dos Estados Unidos, onde estão alguns dos credores estrangeiros da empresa.

O The New York Times tem uma ampla reportagem sobre a história em sua página na internet, destacando que é o maior pedido do tipo já feito na América Latina.

O The Wall Street Journal (WSJ) cita o interesse da companhia de buscar uma reestruturação de suas finanças e ressalta que a companhia levantou "bilhões de dólares" nos últimos sete anos no mercado para explorar petróleo e gás e não teve o sucesso esperado.

-Veja também:  "A incompetência foi muito grande", diz ex-diretor da Petrobras sobre Eike

"O pedido (de recuperação judicial) é uma queda impressionante para Eike Batista, que já foi o símbolo da rápida ascensão do Brasil como uma potência econômica global", diz o Times. O jornal menciona duas grandes gestoras americanas, a Pimco, a maior do mundo em bônus corporativos, e a BlackRock, maior gestora global, que aplicaram em papéis da OGX e podem perder, caso a empresa seja liquidada.

O WSJ destaca, também em uma extensa matéria, declarações ao jornal dadas pelo advogado da empresa, o carioca Sérgio Bermudes, em uma entrevista por telefone, na qual ele acredita que a OGX pode resolver seus problemas financeiros. "Essa companhia tem muitos ativos e pode formar parcerias com outras empresas", destaca o jornal na reportagem em sua página na internet, citando que os bônus da petroleira já perderam 90% de sua valor de face.

Se a recuperação judicial for aceita, o WSJ destaca que a empresa terá 60 dias para apresentar uma proposta de reestruturação de suas finanças. Os credores terão então 30 dias para aprovar (ou não) o plano.

Já o Times cita uma reportagem do jornal O Estado de São Paulo, que revela que, de aproximadamente 4 mil empresas que pediram recuperação judicial, desde que o procedimento foi estabelecido no Brasil em 2005, apenas 1% teve êxito em sair do processo.

O Times e o WSJ relembram em seus textos a crise que o empresário Eike Batista atravessa. No caso da OGX, lembram que a empresa gastou bilhões de dólares para buscar petróleo e não foi bem-sucedida. O Wall Street Journal relata que a empresa levantou US$ 8 bilhões em ações e bônus e deve por volta de US$ 5 bilhões, enquanto seus ativos são avaliados pela metade do valor, de acordo com números da própria OGX.

O Times ressalta ainda que Eike Batista ganhou fama internacional com sua intenção de construir um "império de energia, mineração e logística", mas nenhuma das empresas conseguiu se tornar lucrativa a tempo de fazer face aos bilhões em dívida que tomou no mercado. A fortuna do empresário, que chegou a superar US$ 30 bilhões no ano passado, agora é estimada em "bem menos" de US$ 1 bilhão, segundo o jornal de Nova York.

Eike Batista durante noite de autógrafos de seu livro, "O X da Questão". Foto: Amadeu Bocatios/Futura PressAo lado da presidente Dilma, Eike Batista participa de evento da OGX. Foto: Reuters/Ricardo MoraesEike durante cerimônia em comemoração à listagem no Novo Mercado da CCX, companhia de mineração de carvão mineral do Grupo EBX. Foto: Elisa Rodrigues/Futura PressO empresário Eike Batista e o apresentador Luciano Huck durante o UFC Rio 3, na HSBC Arena, no Rio. Foto: Marcio Cassol/ Futura PressThor Batista: filho mais velho de Eike saiu dos holofotes depois de acidente de carro que matou uma pessoa. Foto:  Carlos Moraes / Agência O DiaTempo de vacas magras chegou à equipe de segurança do ex-bilionário. Foto: JC Pereira/ FotoRio NewsOlin, o filho do meio, se exibe em frente à uma das aeronaves de Eike. Foto: DivulgaçãoFuncionários de lanchonete sentem falta das gorjetas de Eike. Foto: AgNewsEike Batista se associou a  Roberto Medina (esq.), criador do Rock in Rio, em empresa de realização de eventos e shows. Foto: Luiz Roberto Lima/Futura PressO empresário Eike Batista durante o UFC Rio 3, na HSBC Arena, no Rio de Janeiro (RJ). Foto: Marcio Cassol/ Futura PressCapa da Bloomberg Businessweek de 3 de outubro de 2013, ironiza declínio de Eike Batista. Foto: ReproduçãoO presidente do Senado, José Sarney, durante audiência com o empresário Eike Batista (fevereiro de 2009). Foto: Agência BrasilEm evento com o empresário Roberto Medina, Eike Batista anuncia sociedade com participação de 50% na empresa organizadora do Rock in Rio. Foto: Luiz Roberto Lima/Futura PressFlavia, a namorada de Eike, com o filho caçula do ex-bilionário. Foto: ReproduçãoO empresário Eike Batista durante comemoração da inclusão da CCX na listagem no Novo Mercado da Bovespa. Foto: Elisa Rodrigues / Futura PressPresidente Dilma Rousseff durante cerimônia de celebração do início da produção de petróleo da OGX, em São João da Barra (abril de 2012). Foto: Presidência da RepúblicaEike Batista participa de cerimônia em comemoração à listagem no Novo Mercado da CCX, companhia de mineração de carvão mineral do Grupo EBX. Foto: Elisa Rodrigues / Futura PressIate da família Batista no Instagram de Olin, filho de Eike. Foto: ReproduçãoEike Batista caminha ao lado de seguranças na Lagoa Rodrigo de Freitas, no Rio de Janeiro (junho de 2013). Foto: Alessandro Buzas/Futura PressDepois da maré ruim, Eike não se exercita com tanta frequência. Foto: JC Pereira/ FotoRio NewsFlávia Sampaio e Eike Batista. O casal teve seu primeiro filho. Foto: AgNewsOs empresários Eike Batista, ao centro, e Jorge Gerdau, a direita, se encontram com ministro da Fazenda, Guido Mantega (agosto de 2012). Foto: Agência BrasilEm 2009, Eike Batista ao lado do então ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc. Foto: Agência BrasilEike Batista: patrimônio do ex-bilionário se esvazia aos poucos. Foto: ReproduçãoEike, em evento da OSX, uma de suas empresas. Foto: Reuters/Ricardo MoraesEike Batista deixa o Palácio da Alvorada depois de encontro com o presidente Lula (agosto de 2010). Foto: Agência Brasil


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