Eletrobras Eletronuclear não descarta novos atrasos em Angra 3

Previsto para junho de 2015, início das operações já foi postergado para julho de 2016; presidente da companhia admite, entretanto, que usina pode atrasar ainda mais

Carla Falcão - São Paulo |

O Presidente da Eletrobras Eletronuclear, Othon Luiz Pinheiro da Silva admitiu nesta terça-feira, 23, que Angra 3 poderá sofrer novos atrasos. Previsto para junho de 2015, o início das operações já foi postergado para julho de 2016, mas a companhia não descarta novas alterações no cronograma original.

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“Fizemos um marco regulatório muito rigoroso, que nos levou a um replanejar (a usina)”, disse. “Além disso, alguns fatores estão acima da capacidade de decisão da companhia, como os atrasos de fornecedores nacionais e internacionais”, acrescentou.

Segundo o executivo, a obra civil de Angra 3 hoje está em 40%. Ele ressaltou que as obras, iniciadas em 2010, sofreram com o atraso da emissão, pela Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN), da licença de construção da usina. Quando entrar em operação, Angra 3 terá potência de 1.405 megawatts.

O executivo comentou ainda os impactos MP 579 sobre a companhia. “Não temos dificuldade de vender nossa energia. Apesar de ser mais cara que a hidrelétrica, ela ainda é mais em conta que a térmica”, disse.

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