Lufthansa e Airfrance põem Brasil na rota dos superjumbos A380

Com privatização de aeroportos, infraestrutura necessária para receber jatos grandes é resolvida

Brasil Econômico - Ana Paula Machado |

Brasil Econômico

O Brasil será o próximo destino dos superjumbos A380. Depois da AirFrance anunciar que vai começar a operar o avião por aqui, a alemã Lufthansa também definiu que em 2014 fará a rota São Paulo/Frankfurt com o jato. O presidente da Lufthansa, Carsten Spohr, disse que entre os planos da companhia aérea estão o de aumentar a capacidade da rota já no ano que vem, com o Boeing 747-800.

“Em minha visita aqui no Brasil, perguntei para os funcionários da subsidiária brasileira o que poderia fazer para a unidade. Escutei que é trazer mais aviões para cá. É o que vamos fazer”, disse o executivo.

Na operação da Lufthansa será necessária a utilização de sete A380. O superjumbo da companhia tem capacidade para transportar 526 passageiros. Já o Boeing 747-800, que começa a voar entra São Paulo e Frankfurt no ano que vem, pode levar 362 pessoas.

“Nossa intenção era trazer esses aviões há mais tempo para o Brasil, mas não fizemos por falta de infraestrutura nos aeroportos”, disse Spohr.

A Lufthansa tem encomendas de 168 aeronaves entre Boeings, Airbus e Embraer. À fabricante brasileira, a Lufthansa fez um pedido de 43 jatos da família E190, sendo que 38 já foram entregues. Spohr disse que visitou a Embraer e viu a fabricação do 39º avião da Lufthansa.

“É o maior investimento da companhia em frota. São ¤ 70 bilhões. Além disso, estamos aplicando US$ 1 milhão por dia na melhoria dos serviços de bordo. Essa empreitada vai durar por mil dias, o que contabiliza um investimento de US$ 1 bilhão”, disse o executivo que passou 72 horas visitando a América Latina.

A América Latina, aliás, é uma das regiões mais representativas para a companhia. Da receita com passageiros os voos para os países latino-americanos representam cerca de 5% do faturamento. Já no quesito carga, esse percentual passa a ser 11%.

“Com os novos investimentos no aumento da capacidade, principalmente com a utilização de aeronaves maiores, acreditamos que a participação da América Latina vai passar de 5% para 7% na receita obtida com passageiros. É um mercado atrativo e com potencial de crescimento”, afirmou Spohr.

O Brasil, dentro da região é o maior mercado para a Lufthansa, tanto é que as rotas para o país umas das mais rentáveis para a companhia. “Outros países que estamos analisando o início da operação é o Panamá e o Peru. Além disso, podemos começar a voar com o A380 também para o México”, ressaltou.

O superjumbo parece estar nos planos também da Emirates Airlines. A companhia dos Emirados Árabes Unidos, que comemora cinco anos de Brasil, tem 25 aviões deste tipo operando em sua frota, segundo o diretor geral da companhia para o Brasil, Ralf Aasman, disse que por mês a Emirates recebe um A380, a encomenda à Airbus é de 65 jatos.

“Para aumentar o volume de passageiros na rota para o Brasil somente com um avião maior. Dessa forma o A380 seria o próximo passo da companhia no país. Temos demanda para isso na região”, disse Aasman ao BRASIL ECONÔMICO.

A Emirates hoje opera 14 frequências semanais entre Dubai e o Brasil, sendo sete voos semanais para o Rio de Janeiro e outros sete para São Paulo. “Em janeiro já aumentamos a capacidade da rota com a operação do Boeing 777-300R, que pode transportar 354 passageiros. Não há planos de abrir voos em outras cidades brasileiras. Nosso foco é realmente elevar a capacidade dos voos existentes.”

Leia mais notícias de economia, política e negócios no jornal Brasil Econômico

Leia tudo sobre: Economiaempresas

Notícias Relacionadas


    Mais destaques

    Destaques da home iG