Com menos show, evento terá mais apelo comercial

Evento, que começa semana que vem, será instrumento de marketing para as montadoras instaladas aqui

Brasil Econômico - Ana Paula Machado |

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O Salão do Automóvel de São Paulo não será recheado de novidades, carros-conceitos ou inovações tecnológicas de tirar o fôlego dos visitantes e fazê-los sonhar em ter aquelas máquinas na garagem. As montadoras e importadoras vão usar o evento como estratégia de marketing para estimular as vendas com carros que já foram expostos em outros salões pelo mundo afora ou aqueles desenvolvidos exclusivamente para o mercado brasileiro. As montadoras buscam compensar, com as vendas no Brasil, parte das perdas em mercados maduros, como o europeu, em desaceleração.

Uma das poucas novidades, e talvez a maior delas, é o compacto Ônix da General Motors. O carro é a última grande aposta da montadora para o mercado brasileiro. Ele foi totalmente desenvolvido pelo centro de engenharia da empresa no país e será fabricado em Gravataí, no Rio Grande do Sul.

Com o Ônix, a montadora conclui a renovação de sua linha iniciada em 2008, com a apresentação do Agile. A empresa investiu R$ 5 bilhões de 2008 a 2012 para todo o programa de renovação e no aumento de capacidade. Este será o último grande lançamento da GM no ano.

O carro é tão importante para a GM que o evento de apresentação do modelo contará com o presidente mundial da companhia, Dan Akerson. “Para mim será a grande surpresa do Salão de São Paulo. É um carro que estará em breve nas ruas. Além dele, um outro modelo que deve fazer barulho é o novo Renault Clio”, disse o consultor automotivo e conselheiro da Sociedade dos Engenheiros da Mobilidade (SAE), Francisco Satkunas.

O Novo Clio, aliás, será apresentado com um mote bem atrativo para os possíveis compradores do carro. “O novo modelo será o mais econômico da categoria. Ele terá uma autonomia de 16 quilômetros por litro de gasolina. Esse é um fator muito importante, pois o cliente do Clio é muito sensível à preço”, disse o presidente da Renault do Brasil, Olivier Murquet. O carro chega às concessionárias da marca em novembro.

Já no stand da Volkswagen do Brasil a atração será o Fusca. O modelo, apesar do nome popular, é um carro de nicho e com ele a marca busca reviver o ícone da indústria nacional. “O Salão de São Paulo será tão importante para a Volkswagen quanto o Salão de Frankfurt, na Alemanha. Teremos muito a mostrar para o público brasileiro”, disse o presidente da montadora, Thomas Schmall.

O executivo não confirmou a apresentação do novo compacto da marca, que vai concorrer no segmento de entrada, principalmente com os chineses e o Mile, da Fiat. “A Volkswagen do Brasil será mais competitiva dentro do Grupo com a família de carros de entrada.” O mercado aposta que é o Lupo, modelo já comercializado na Europa.

A Fiat Automóveis terá como maior atração no Salão de São Paulo a versão conversível do Fiat 500. O modelo, já apresentado na Europa, vai ser vendido também no Brasil a partir do ano que vem.

Entre as marcas de luxo, a Land Rover vai apresentar uma nova versão ícone da marca, o Ranger Rover Vogue. O modelo foi apresentado em Paris no mês passado e terá como uma das novidades, a maior eficiência. O carro é 420 quilos mais leve que a versão anterior. Esse ganho no peso foi obtido com a utilização de alumínio em todo o chassi, tornando o utilitário esportivo mais eficiente da categoria.

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